Certificados de Aforro

Novembro 27 2011

Séries A e B representam 94% dos resgates destas aplicações.

Os certificados de aforro passaram a ser definitivamente produto ‘non grato' para os portugueses. Há 30 meses consecutivos que registam resgates líquidos, num valor que atinge já os 4,97 mil milhões de euros. A principal razão apontada para esta fuga tem sido a baixa remuneração da série C, em vigor desde o início de 2008 e a única actualmente em comercialização. No entanto, 94% dos resgates líquidos que ocorreram nos últimos seis meses saíram das séries A e B, as que melhor remuneram, já que gozam de prémios de permanência máximos dada a sua antiguidade.

Desde Março, as famílias portuguesas retiraram em termos líquidos 2,5 mil milhões de euros destas aplicações, dos quais apenas 151 milhões de euros foram resgatados da série C. Actualmente esta série conta apenas com 507 milhões de euros, o que significa que, dos 3,1 mil milhões de euros que foram investidos na série C desde que foi criada, 84% desse montante já foi resgatado, ou seja, 2,6 mil milhões de euros. Significa também que, no mesmo período, desde o início de 2008, foram resgatados da série A e B quase 6,3 mil milhões de euros, ou seja, 70,4% dos resgates efectuados desde essa data.

Embora os certificados das séries mais antigas gozem de prémios de permanência máximos, a verdade é que os actuais níveis de remuneração das séries A e B ficam igualmente muito aquém da oferta dos bancos. Enquanto os depósitos a prazo oferecem taxas brutas que chegam aos 6%, o que corresponde a cerca de 4,7% líquidos, os juros líquidos pagos nestas séries variam actualmente entre os 2,73% e os 3%, já com prémios de permanência. Já na série C, as taxas brutas variam entre os 1,55% e os 2,59%.

Todas estas taxas têm como indexante a Euribor a três meses, que cota actualmente nos 1,465%. E, a avaliar pela actual política económica do Banco Central Europeu - que baixou este mês a taxa de referência de 1,5% para 1,25%, sendo esperado outro corte a curto-prazo - não é de esperar que a taxa Euribor a três meses desça consideravelmente nos próximos meses. Tendo em conta as projecções de crescimento para os países da zona euro para 2012 e 2013, a taxa Euribor a três meses pode mesmo não registar subidas expressivas nos próximos anos. Ou seja, pelo menos com as actuais regras em vigor, o investimento em certificados de aforro deverá permanecer pouco atractivo.

Os produtos actualmente em comercialização pelo Estado não seduzem os investidores. Entre certificados do Tesouro e certificados de aforro da série C, o Estado arrecada apenas 1,78 mil milhões de euros.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

publicado por adm às 17:00

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