Certificados de Aforro

Setembro 28 2011

Em Outubro, a taxa das novas subscrições vai cair pelo segundo mês consecutivo, para 1,555%.

Apesar de serem muito populares entre os portugueses, os Certificados de Aforro têm vindo a perder gradualmente a sua atractividade. E os últimos números comprovam essa realidade. A remuneração dos Certificados de Aforro vai cair no próximo mês. Quem pretender investir nesse produto de poupança do Estado em Outubro terá direito a uma remuneração bruta de 1,555%, abaixo da taxa que se aplicava nas subscrições realizadas em Setembro: de 1,556%. Trata-se, aliás, do segundo mês consecutivo em que a remuneração deste produto de poupança cai, interrompendo-se assim uma sequência que já ia em dez meses consecutivos de subidas.

Esta situação é fácil de explicar. É o resultado da evolução negativa que a Euribor a três meses - utilizada como referência no cálculo dos Certificados de Aforro - vem a apresentar desde o final do mês de Julho. E as perspectivas não são muito favoráveis, pelo menos nos próximos tempos.

Contrariamente ao que se passava ainda há poucos meses, já existem alguns economistas a apontar para a necessidade de uma eventual descida da taxa de juro de referência por parte do Banco Central Europeu, actualmente fixada em 1,5%. Uma medida que visaria combater a instabilidade económica e financeira que se vive na Europa. A comprovar-se este cenário, é praticamente inevitável que a taxa de juro dos Certificados de Aforro venha a ser afectada. 

fonte:http://economico.sapo.pt

publicado por adm às 22:35

Setembro 25 2011

A fuga dos investidores já provoca um buraco de 2,5 mil milhões de euros nas contas públicas.

Os resgates líquidos nos Certificados de Aforro somam, até Agosto, 3.005 milhões de euros. De longe o valor mais alto de sempre, e três vezes superior às perdas registadas em todo o ano de 2010, de 1.005 milhões de euros. Em Agosto foram emitidos apenas 30 milhões de euros e resgatados 327 milhões. O Governo estará a estudar opções de mercado de modo a tentar estancar a fuga dos investidores, de acordo com um dos últimos relatórios da ‘troika'. Isto porque o montante de resgates líquidos é já 2,5 mil milhões de euros superior ao orçamentado e as subscrições de certificados do Tesouro não são suficientes para colmatar o buraco nas contas públicas.

A taxa de juro bruta para as subscrições realizadas em Setembro é de 1,556%. Embora a remuneração tenha aumentado nos últimos meses em função da subida do indexante, a actual taxa continua a ser manifestamente insuficiente não só para cativar novos investidores, como para manter os existentes. Os prémios de permanência são inconsequentes: quem tenha Certificados de Aforro da série C desde o início da sua comercialização, em Janeiro de 2008, está a usufruir de um prémio de um ponto percentual. Ou seja, recebe uma taxa bruta total de 2,556%, muito abaixo dos 4,5% oferecidos em depósitos a prazo. A baixa remuneração justifica não só a fuga dos certificados da série C mas também a saída dos investidores de séries mais antigas. Por exemplo, quem tem Certificados há mais de 50 anos, recebe actualmente uma taxa de juro anual bruta de 2,8%, incluindo já os prémios de permanência.

Enquanto os resgates líquidos dos Certificados de Aforro estão muito além do estimado no orçamento do Estado, que esperava perdas de 500 milhões de euros, as subscrições líquidas dos certificados do Tesouro ficam aquém do inscrito no documento. O governo esperava um saldo positivo de 993 milhões de euros, mas até à data os cofres do Estado amealharam apenas 580 milhões de euros. Este instrumento de poupança, lançado em Julho de 2010, parece não estar a conseguir captar novos investidores. Em Agosto foram emitidos 70 milhões de euros, mas resgatados 45 milhões.

Já em Julho haviam sido emitidos 54 milhões e resgatados 51 milhões de euros, resultando um saldo líquido de apenas três milhões de euros. De acordo com fonte do IGCP, a explicação residirá no facto dos investidores mais antigos estarem a aproveitar as melhores taxas oferecidas desde Maio, resgatando e investindo novamente, agora com melhores juros.


Remuneração dos certificados de aforro

1 - Certificados da série C pagam 1,556%
Para as subscrições em Setembro, os certificados de aforro oferecem uma taxa de juro anual bruta de 1,556%. Mesmo somando o prémio de permanência máximo, que é actualmente de um ponto percentual, a taxa passa para os 2,556% brutos.

2 - Série B oferece juros de 3%
Em Setembro, quem tem certificados da série B emitidos após 1989, recebe uma taxa anual bruta de 3%. Já quem tenha subscrito certificados desta série entre 1986 e 1989 estará a receber uma taxa de 2,787%. Ambas já incluem os prémios de permanência.

3 - Série A não paga mais de 2,82%
Para os seus investidores mais fiéis, o Estado reserva uma taxa inferior à série B. Quem tenha subscrito certificados de aforro há 50 anos, em 1961, recebe actualmente uma taxa de juro anual bruta de 2,817%, já com prémios de permanência, nos certificados da série A.

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 21:21

Setembro 20 2011

Os privados já retiraram mais de três mil milhões de euros aplicados em certificados de aforro desde o início do ano, tendo amortizado mais 327 milhões de euros em agosto, indicou hoje o IGCP.

O valor aplicado em certificados de aforro caiu entre o final de 2010 e o final de agosto deste ano de 15.471 milhões de euros para 12.466 milhões de euros, aponta o Boletim Mensal do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público.

Em agosto, foram amortizados 327 milhões de euros destes certificados, e aplicados apenas 30 milhões neste instrumento de poupança do Estado.

fonte:Lusa

publicado por adm às 13:42

Setembro 16 2011

Troika’ está preocupada com resgate de certificados de aforro acima do previsto e quer soluções.

O Governo está a estudar soluções para incentivar as famílias a manter a dívida do Estado, como por exemplo, certificados de aforro, garante um relatório da Comissão Europeia sobre a primeira avaliação da implementação do programa da ‘troika'. O desvio nas contas destes títulos de poupança está a preocupar a ‘troika', que teme que o País enfrente mais problemas de liquidez do que o previsto.

"As autoridades estão a explorar soluções de mercado possíveis para encorajar as famílias a manter os seus títulos de dívida", lê-se no documento divulgado ontem. Os peritos da Comissão Europeia frisam no relatório que "o resgate de certificados por parte das famílias, em parte devido à oferta de taxas de juro mais elevadas nos depósitos por parte dos bancos, também pesaram no saldo de caixa das administrações públicas".

O Estado financia-se junto das famílias através de certificados de aforro e do Tesouro. Enquanto os primeiros registam resgates líquidos mais de cinco vezes superiores ao orçamentado, criando um buraco de 2.209 milhões de euros nas contas públicas, os certificados do Tesouro registam subscrições líquidas de 557 milhões de euros, também aquém dos 993 milhões que constam no Orçamento do Estado.

Na prática, isto quer dizer que o Estado não se está a conseguir financiar junto das famílias através deste instrumento financeiro. Tendo em conta que o mercado internacional continua avesso aos títulos de dívida portuguesa, exigindo juros muito elevados para emprestar a curto prazo, o excessivo resgate poderá colocar problemas de tesouraria no Estado. 

fonte:http://economico.sapo.pt/n

publicado por adm às 23:17

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