Certificados de Aforro

Novembro 28 2011

Quem subscrever Certificados de Aforro no próximo mês terá direito a uma taxa bruta de 1,504%.

A remuneração dos Certificados de Aforro vai cair no próximo mês. Quem pretender investir neste produto de poupança do Estado em Dezembro terá direito a uma remuneração bruta de 1,504%. Este valor fica aquém da taxa que se aplicava nas subscrições realizadas em Novembro - de 1,595% - mas é simultaneamente também a remuneração mais baixa desde Junho deste ano. Esta quebra do retorno dos Certificados de Aforro é o reflexo da descida da Euribor a três meses, a taxa que é utilizada para o cálculo dos juros deste produto de poupança do Estado.

A descida das taxas Euribor tem sido, aliás, uma tendência que se tem observado ao longo das últimas semanas no seguimento da descida da taxa de juro de referência da zona euro pelo Banco Central Europeu, para os 1,25%, no início do mês de Novembro. E as perspectivas apontam para que o indexante possa baixar ainda mais. Os futuros sobre a Euribor a três meses para Junho de 2012 estão a transaccionar nos 1,175%, abaixo dos 1,475% a que a Euribor a três meses cotava na última sessão. A comprovar-se este cenário, é praticamente inevitável que a taxa de juro dos Certificados de Aforro venha a ser afectada.

Contudo, mesmo que os sinais não apontassem para a descida da taxa de referência utilizada no cálculo dos juros dos Certificados de Aforro, o nível actual da remuneração é muito reduzido e não compensam face a outros produtos de poupança. Em termos líquidos, a taxa de juro que será oferecida nas subscrições de Certificados de Aforro em Dezembro é de 1,18%. Este valor é bastante inferior à rentabilidade líquida oferecida por um grande número de depósitos a prazo. Aliás, segundo os dados do Banco de Portugal, a remuneração média dos novos depósitos era de 4,03%, em Setembro. Ou seja, mais do dobro dos 1,504% que estão a ser oferecidos no produto de poupança do Estado.

Por essa razão não é de estranhar a acentuada fuga de dinheiro que atinge os Certificados de Aforro. Desde o início do ano os portugueses já resgataram, em termos líquidos, mais de 3,5 mil milhões de euros desta aplicação financeira. Trata-se do valor mais elevado de sempre a ser retirado dos Certificados de Aforro e que vai bastante além das metas previstas pelo Orçamento do Estado para 2011. Ou seja, é quase sete vezes a saída líquida de 500 milhões de euros inicialmente antecipada. Aliás, desde que o Governo alterou as regras da nova série C, em Março de 2009, que o saldo mensal de subscrições de Certificados de Aforro é negativo.

Para 2012, o Orçamento do Estado prevê que os Certificados de aforro continuem a perder dinheiro. A expectativa é de que durante o próximo ano os resgates líquidos atinjam 1,5 mil milhões de euros, mitigando ainda mais uma importante fonte de financiamento do Estado. Quando a série C foi lançada no início de 2008, os Certificados de Aforro representavam 16% do financiamento estatal. Actualmente, representam menos de metade desse valor: 6,7%.

Vários especialistas já alertaram para as vantagens que, em termos de captação de financiamento, o Estado teria em melhorar a política de remuneração dos Certificados de Aforro. No entanto, nada foi feito até agora nesse sentido.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

publicado por adm às 20:53

Novembro 27 2011

Séries A e B representam 94% dos resgates destas aplicações.

Os certificados de aforro passaram a ser definitivamente produto ‘non grato' para os portugueses. Há 30 meses consecutivos que registam resgates líquidos, num valor que atinge já os 4,97 mil milhões de euros. A principal razão apontada para esta fuga tem sido a baixa remuneração da série C, em vigor desde o início de 2008 e a única actualmente em comercialização. No entanto, 94% dos resgates líquidos que ocorreram nos últimos seis meses saíram das séries A e B, as que melhor remuneram, já que gozam de prémios de permanência máximos dada a sua antiguidade.

Desde Março, as famílias portuguesas retiraram em termos líquidos 2,5 mil milhões de euros destas aplicações, dos quais apenas 151 milhões de euros foram resgatados da série C. Actualmente esta série conta apenas com 507 milhões de euros, o que significa que, dos 3,1 mil milhões de euros que foram investidos na série C desde que foi criada, 84% desse montante já foi resgatado, ou seja, 2,6 mil milhões de euros. Significa também que, no mesmo período, desde o início de 2008, foram resgatados da série A e B quase 6,3 mil milhões de euros, ou seja, 70,4% dos resgates efectuados desde essa data.

Embora os certificados das séries mais antigas gozem de prémios de permanência máximos, a verdade é que os actuais níveis de remuneração das séries A e B ficam igualmente muito aquém da oferta dos bancos. Enquanto os depósitos a prazo oferecem taxas brutas que chegam aos 6%, o que corresponde a cerca de 4,7% líquidos, os juros líquidos pagos nestas séries variam actualmente entre os 2,73% e os 3%, já com prémios de permanência. Já na série C, as taxas brutas variam entre os 1,55% e os 2,59%.

Todas estas taxas têm como indexante a Euribor a três meses, que cota actualmente nos 1,465%. E, a avaliar pela actual política económica do Banco Central Europeu - que baixou este mês a taxa de referência de 1,5% para 1,25%, sendo esperado outro corte a curto-prazo - não é de esperar que a taxa Euribor a três meses desça consideravelmente nos próximos meses. Tendo em conta as projecções de crescimento para os países da zona euro para 2012 e 2013, a taxa Euribor a três meses pode mesmo não registar subidas expressivas nos próximos anos. Ou seja, pelo menos com as actuais regras em vigor, o investimento em certificados de aforro deverá permanecer pouco atractivo.

Os produtos actualmente em comercialização pelo Estado não seduzem os investidores. Entre certificados do Tesouro e certificados de aforro da série C, o Estado arrecada apenas 1,78 mil milhões de euros.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

publicado por adm às 17:00

Novembro 21 2011

Outubro foi o 31º mês consecutivo em que o saldo de subscrições líquidas de certificados de aforro registou um valor negativo.

Há 31 meses consecutivos que as famílias portuguesas chumbam os certificados de Aforro. Só em Setembro, foram mais 322 milhões de euros que saíram deste instrumento de dívida do Estado, face a apenas 30 milhões de euros de novas subscrições, que resultou num saldo líquido de novas subscrições negativo de 292 milhões de euros, revela hoje o IGCP no seu boletim mensal.

Estes números não são novidade. Desde o início do ano que o montante resgatado destes instrumentos de dívida ascende já a 3.863 milhões de euros. Isto significa que, em média, saíram dos cofres do Estado 12,7 milhões de euros que estavam aplicados em certificados de Aforro.

Quem parecia estar a passar por entre "os pingos da chuva" da onda de resgates das famílias eram os certificados do Tesouro (CT), que têm vindo a registar um saldo líquido de novas subscrições positivo.

Contudo, em Outubro esta realidade alterou-se: pela primeira vez desde Janeiro de 2011 (primeiro mês em que os investidores puderam resgatar estes produtos) o saldo líquido de novas subscrições não foi positivo, em resultado de um volume de subscrições e resgates iguais (31 milhões de euros).

Recorde-se que as taxas brutas de remuneração dos CT subscritos em Outubro mantiveram inalteradas às praticadas em Setembro, com a taxa ilíquida dos juros distribuídos anualmente do primeiro ao quinto ano nos 2,10%; para uma aplicação a cinco anos a taxa de remuneração é de 6,80% e para uma aplicação a 10 anos o juro bruto continua a ser de 7,1%.
Para as subscrições de CT em Novembro as taxas mantêm-se igualmente inalteradas, com excepção das praticadas para aplicações entre um e quatro anos, que registaram um ligeiro aumento para os 2,10%.
A taxa de juro bruta para novas subscrições de certificados de Aforro em Novembro foi fixada em 1,595%.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

 

publicado por adm às 20:41

Novembro 02 2011
Os produtos de aforro do Estado podem ser uma peça importante de uma carteira diversificada de investimentos.

Os Certificados de Aforro permitem capitalizar os juros e os Certificados do Tesouro dão uma rendibilidade que concorre com os depósitos a prazo. 

No entanto, o investidor deverá estar preparado para uma descida dos "frutos" de todos estes, por força das previsões de descida das taxas indexantes (como a Euribor). 

No caso dos depósitos, acresce a intenção do Banco de Portugal de travar a subida concorrencial dos depósitos nos bancos privados. 

A taxa Euribor, que os economistas acreditam que poderá descer no próximo ano se a inflação abrandar e o BCE decidir baixar as taxas de juro de referência, serve de base ao cálculo trimestral da rendibilidade dos CA e, também, à revisão mensal dos juros pagos nos primeiros anos dos CT.
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/
publicado por adm às 23:51

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