Certificados de Aforro

Março 27 2012
Queda acentuada da Euribor a 3 meses ditou nova redução na remuneração deste produto de poupança do Estado, para mínimo de Julho de 2010. Remuneração bruta oferecida para as novas subscrições a realizar no próximo mês será de menos de 1%.

A taxa de juros dos certificados de aforro (CA) vai voltar a descer, em Abril, tendo em conta a evolução recente do indexante de mercado. A queda da Euribor a 3 meses, para mínimos de quase três anos, colocou o juro nos 0,956%.


Este será o quinto mês consecutivo de que da remuneração oferecida pelos CA. Actualmente, e até ao final desta semana, este produto está a pagar um juro bruto anual, para os próximos três meses, de 1,128%. Vai recuar 0,17 pontos percentuais.

O juro oferecido aos investidores será, assim, o mais baixo desde Julho de 2010, sendo esta a primeira vez desde Outubro desse mesmo ano que a taxa dos CA cai abaixo de 1%. Em termos líquidos, a remuneração será de apenas 0,717%.

A forte queda das Euribor, fruto do excesso de liquidez existente no mercado em resultado dos leilões de liquidez de longo prazo realizados pelo Banco Central Europeu, explica esta redução na rendibilidade dos CA.

A descida no retorno deste produto tem-se traduzido em elevados resgates. No ano passado, os portugueses retiraram mais de 4.000 milhões de euros dos CA, e este ano o saldo líquido está negativo em quase 500 milhões.
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/
publicado por adm às 23:37

Março 21 2012

São instrumentos de poupança a que os portugueses costumam recorrer, mas têm fugido cada vez mais deles. A subscrição de certificados de aforro sofreu uma «queda significativa». Mas isso tem explicação: a crise económica e o aumento das taxas de juro dos depósitos bancários, segundo o presidente cessante do Instituto de Gestão do Crédito Público (IGCP).

«O stock de certificados de aforro desceu de 18,2 mil milhões de euros em janeiro de 2008 para 12,3 mil milhões em fevereiro de 2012. Esta tendência acentuou-se nos finais de 2010 e no início de 2011, em parte devido ao agravamento da crise dívida e do [aumento] das taxas de juro dos depósitos» oferecidos pela banca, disse esta quarta-feira Alberto Soares perante a comissão parlamentar do Orçamento.

«Terá havido uma alteração na perceção dos riscos dos certificados do Tesouro e dos certificados de aforro, e isso associado ao fenómeno do diferencial dos juros terá motivado esta queda significativa».

O deputado do Bloco de Esquerda Pedro Filipe Soares questionou o presidente cessante do IGCP sobre o decréscimo deste «produto nobre das poupanças dos portugueses».

«Isto demonstra uma escolha política», disse o parlamentar bloquista eleito pelo Porto. «Foi uma escolha de passar para outros um papel que era do Estado. Os valores envolvidos são enormes».

Segundo Pedro Filipe Soares, esta «degradação dos certificados de aforro» serviu para permitir à banca privada «reequilibrar os seus balanços» através da captação de depósitos. Isto é, à medida que os certificados de aforro se tornavam menos atraentes e os bancos aumentavam a taxa dos seus depósitos, as poupanças dos particulares transferiram-se dos certificados para a banca. «Alguém ficou a ganhar com isto, e não foi o Estado».

Alberto Soares frisou que «em nenhum ponto da missão e do objetivo do IGCP» está a promoção da poupança: «Haverá outras instâncias que se preocuparão com o facto de a poupança, do ponto de vista macroeconómico, ser feita no setor público ou privado». 

O presidente cessante do IGCP (abandonará a instituição no final deste mês) acrescentou que «do ponto de vista do financiamento», a redução do stock de certificados de aforro «não colocou problemas ao Estado».

Segundo o boletim mensal do IGCP, desde o final de 2011 jásaíram dos certificados de aforro 459 milhões de euros em termos líquidos.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

 

publicado por adm às 21:52

Março 20 2012

Os certificados de aforro perderam mais de 213 milhões de euros em fevereiro: um saldo negativo que aponta para uma retirada de 236 milhões e para uma subscrição de apenas 23 milhões de euros, contas face ao mês de janeiro.

De acordo com o Boletim Mensal Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público, divulgado esta terça-feira, desde do final de 2011, já saíram deste instrumento de dívida 459 milhões de euros.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 22:22

Março 18 2012

Os cofres do Estado ficaram 6,7 mil milhões de euros mais magros com os resgates dos Certificados de Aforro desde 2008.

Em 2008 foram alteradas as condições dos Certificados de Aforro, com o fim das subscrições da série B, a alteração do rendimento desta série e a criação da série C. Se até 2007 as subscrições eram superiores aos resgates, em 2008 a tendência inverteu-se e os resgates passaram a ser sempre superiores às novas subscrições. Desde esse ano, já saíram dos cofres do Estado 6,7 mil milhões de euros que estavam aplicados em Certificados de Aforro. Só em 2011 os regastes atingiram os 4,5 mil milhões de euros, o valor mais elevado de sempre. Ainda assim, houve aforradores que insistiram em colocar as suas poupanças nesta aplicação (371 milhões de euros).

Conselho da Proteste Investe: resgate

Na série que está em subscrição (C) a taxa base é de 0,9%, muito pouco interessante. Por isso, os especialistas da Proteste Investe não recomendam a subscrição deste produto. Quem ainda tem as séries A ou B está, no máximo, a usufruir de uma taxa de 2,1% (0,6% é a taxa base em fevereiro acrescida de 1,5%, que é o prémio de permanência máximo). O conselho da Deco é resgatar. Há mais de três anos que a Deco deixou de recomendar a subscrição de Certificados de Aforro. No entanto, também é sabido que muitos aforradores mantêm uma forte relação afectiva com esta aplicação, provavelmente pela ideia de segurança por se tratar de uma aplicação garantida pelo Estado. No entanto, não pense que a dívida pública está completamente isenta de risco. Nenhuma aplicação é totalmente segura. Mas o risco do Estado falir é, em média, bastante inferior ao de um banco ou seguradora. Por isso, as aplicações de poupança de dívida pública são, por norma, consideradas de baixo risco.

Os outros Certificados

Os Certificados do Tesouro são a alternativa mais recente de dívida pública para quem pretenda usufruir de elevada liquidez e o rendimento dos títulos de longo prazo. Os especialistas da Proteste Investe recomendam apenas para quem tenha a certeza de não necessitar do capital nos próximos cinco anos, pois só assim poderá usufruir das taxas mais elevadas (5,1 e 5,3% para aplicações entre cinco e 10 anos).

As mesmas regras para os produtos do Estado

A comercialização de produtos financeiros está sujeita a legislação nacional e comunitária que promove a transparência e clareza da informação prestada pelas instituições financeiras. Os bancos são obrigados a classificar os clientes de acordo com os seus conhecimentos financeiros e tipo de risco que estão dispostos a correr de forma a evitar que produtos desadequados sejam impingidos a alguns clientes mais incautos. Mas, nem todos os intermediários que comercializam produtos financeiros estão sujeitos a essas regras. O caso mais flagrante é o dos Correios, o intermediário dos produtos de aforro do Estado e não só. Nos balcões dos CTT, além do envio de correspondência, é possível adquirir as coisas mais diversas (livros, pacotes de viagens e produtos financeiros), nem sempre nas condições mais adequadas. Falta de informação, local inapropriado e pouca disponibilidade para prestar informações foram algumas das deficiências identificadas com um simples teste prático a sete balcões, que poderá ver na edição mensal da Proteste Investe. A Deco faz três exigências em nome da transparência e isenção, que devem partir do Estado: uma entidade reguladora independente, os mesmos deveres informativos dos restantes produtos financeiros e a ficha de informação normalizada.

Quanto custa uma má decisão?

Quando falamos de milhões, por vezes perdemos a noção de grandeza. Por isso, a Proteste Investe fez a contas: os 6,7 mil milhões de euros que saíram do cofre do Estado com o resgate dos Certificados de Aforro desde 2008 davam para pagar a dívida da Madeira (cerca de 6,3 mil milhões), são quase sete vezes mais do que o Estado ganhou com o corte do subsídio de Natal (1000 milhões) e representam cerca de 3,5% da dívida pública nacional (190 mil milhões, segundo dados recentes da Eurostat). Com a mudança das regras, no início de 2008, o aforrador perdeu um instrumento de poupança interessante e o Estado viu sair as poupanças dos particulares para a banca; além disso, teve que se financiar a um custo superior (taxas mais elevadas) através das Obrigações do Tesouro junto de entidades estrangeiras que nem sequer pagam imposto sobre o rendimento destes títulos.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

publicado por adm às 21:59

Março 06 2012

O ministério das Finanças italiano apresentou esta terça-feira um novo tipo de títulos de dívida pública, que podem ser comprados pelo público na Internet, para encorajar mais italianos a investir na dívida do país.

«Este é o primeiro título de dívida soberana indexado à inflação italiana, com um cupão trimestral e uma maturidade de quatro anos feito especificamente à medida dos aforradores normais e dos investidores», disse em comunicado o ministério das Finanças italiano.

Ao abrigo de um acordo com a Bolsa de valores de Milão, os títulos podem ser também comprados aos balcões dos bancos, acrescenta o comunicado.

A primeira venda dos primeiros instrumentos de dívida «eletrónicos» vai decorrer entre 19 e 22 de março, sendo o investimento mínimo de mil euros.

Esta não é a primeira vez que Roma utiliza a imaginação para convencer os italianos a apostar na dívida do país, tendo criado, no passado novembro, um «dia das obrigações», no qual os bancos não cobraram comissões de transação na compra e venda dos instrumentos.

Apesar de Itália ter conseguido recuperar a confiança dos mercados de dívida pública, o país tem ainda uma dívida pública de 1,9 biliões de euros, cerca de 120,1 por cento do produto interno bruto, e viu a economia entrar em recessão, na segunda metade do ano passado.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 21:45

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