Certificados de Aforro

Agosto 30 2012

Governo altera remuneração a partir de setembro. Subscrição de certificados do Tesouro foi suspensa

As condições de remuneração dos Certificados de Aforro das séries B e C passam a ter um prémio fixo a partir de setembro, ficando em ambas as séries com um retorno de cerca de 3,2 por cento.

Em comunicado emitido esta noite, o Ministério das Finanças refere que, no caso da série B, a melhoria da remuneração traduz-se num aumento do prémio fixo de 1,0 por cento (100 pontos base), o que se reflete numa remuneração atual de 3,2808 por cento.

Para a série C, o Governo decidiu suspender o prémio atual e substitui-lo por um prémio fixo de 2,75 por cento (275 pontos base), obtendo-se uma remuneração atual de 3,268 por cento.

Tanto a série B como a série C serão indexadas a taxas de juro de curto prazo, esclarece a nota do Ministério das Finanças, acrescentando que estas condições excecionais de remuneração vão vigorar de 1 de setembro deste ano a 31 de dezembro de 2016, data após a qual serão retomadas as condições originais, estabelecendo-se um limite máximo de remuneração de 5 por cento.

O Instituto que gere a dívida pública portuguesa anunciou também esta quinta-feira que serão suspensas as subscrições de Certificados do Tesouro a partir de 1 de setembro, inclusive, apenas dois anos após serem criados.

O Governo justifica a decisão com «o desinteresse gradual dos investidores», tendo, por isso, determinado a suspensão «com efeitos imediatos» deste instrumento de poupança.

A tutela aponta que, apesar de o processo de ajustamento da economia portuguesa em curso estar a ser acompanhado por um aumento da poupança das famílias, isso «não se tem refletido num aumento de procura dos Certificados de Aforro, nem mesmo na retenção de poupanças de longo prazo, tradicionalmente estáveis».

O ministério de Vítor Gaspar argumenta ainda a decisão com a «desadequação das atuais condições de remuneração dos Certificados de Aforro das Séries B e C», bem como com a «muito reduzida captação de novas poupanças para a Série C, atualmente em vigor».

Por isso, o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP), que gere a dívida pública nacional, está «a estudar a criação de novos produtos de poupança» cuja subscrição será disponibilizada «oportunamente», avança a nota da tutela.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 23:50

Agosto 30 2012
Rendibilidade deste produto tem vindo a cair de mês para mês. Juro bruto para as novas subscrições realizadas em Setembro será o mais baixo de sempre, dada a queda acentuada das Euribor.

Os certificados de aforro já pagam pouco, e vão pagar ainda menos a partir do próximo mês. A taxa bruta vai cair pelo 10º mês consecutivo, recuando para um novo mínimo histórico de apenas 0,518%, de acordo com cálculos do Negócios.

A taxa bruta em vigor para os três meses seguintes em vigor em Setembro recua face aos 0,64% oferecidos este mês. A rendibilidade líquida é ainda mais reduzida, passando de 0,476% em Agosto para 0,389% no próximo mês.

Esta queda da rendibilidade deste produto traduz a evolução das taxas de mercado, nomeadamente da Euribor a 3 meses. Dado os cortes de juros realizados pelo BCE, a Euribor tem atingido mínimos históricos consecutivos. Está agora nos 0,288%.

A queda da taxa de mercado e consequente quebra na rentabilidade oferecida pelos certificados de aforro continua a afastar investidores deste produto de poupança criado pelo Estado.

Os últimos dados do IGCP, referente a Julho, mostram que no mês passado os portugueses resgataram mais 198 milhões de euros dos certificados de aforro. Montante total retirado este ano ascende a 1.442 milhões.
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/
publicado por adm às 21:04

Agosto 20 2012

Os portugueses já retiraram quase 1.500 milhões de euros dos certificados de aforro este ano. Em julho saíram mais 198 milhões.

De acordo com os dados do último boletim mensal do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP), em julho, os portugueses aplicaram 21 milhões neste produto de poupança, mas resgataram 219 milhões. O saldo líquido foi uma saída de quase 200 milhões.

A estes somam-se mais 1.245 milhões de euros, que foram retirados destes títulos de dívida pública ao longo do primeiro semestre do ano.

A principal razão para esta «fuga» é a baixa rentabilidade, que em agosto atinge o valor mais baixo de sempre. Não há memória de um juro tão baixo: 0,635% é a taxa bruta fixada neste mês.

Ainda assim, permanecem investidos neste produto 9.941 milhões de euros das poupanças dos portugueses.

A par com o desinteresse nos certificados de aforro, os portugueses têm perdido entusiasmo pelos certificados do Tesouro. Inicialmente, por oferecerem uma taxa de juro muito superior, este produto captou a atenção dos investidores, mas mesmo aqui, a rendibilidade tem vindo a baixar.

No mês de julho, os portugueses aplicaram 23 milhões e sacaram 7. Ou seja, em termos líquidos, ainda houve uma entrada de 16 milhões de euros. O total agora investido nestes títulos é de 1.398 milhões de euros.

Mas também aqui, segundo as tabelas publicadas no site do IGCP, a taxa bruta dos juros distribuídos anualmente do primeiro ao quinto ano já estão abaixo de 1%, nos 0,95%. 

Em julho, o juro pago era de 1,2%. São valores que estão a uma longa distância dos 2,1% pagos em novembro do ano passado.

Já a taxa bruta anual para uma aplicação a cinco anos mantém-se nos 6,8%. O mesmo acontece com as aplicações a 10 anos - ficam na mesma, nos 7,1%. 

Muitos investidores estão a trocar estes produtos por outro tipo de aplicações, como os depósitos a prazo, cuja rendibilidade tem sido superior.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 21:40

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