Certificados de Aforro

Setembro 28 2012

É preciso recuar até Novembro de 2008 para encontrar um juro tão atractivo como o actual.

Há um mês, muitos economistas, especialistas em gestão de activos e investidores tinham decretado a morte dos Certificados de Aforro. E razões para tal vatícinio não faltavam. Desde que foi lançada a nova série dos Certificados de Aforro, em 2008, estas tradicionais aplicações financeiras perderam 7,5 mil milhões de euros. Quer isto dizer que em quatro anos, os aforradores portugueses retiraram 43% do valor que estava aplicado em Certificados de Aforro. Um desinteresse que foi justificado pela fraca rentabilidade oferecida nestas aplicações. Recorde-se que, para as subscrições feitas em Agosto- antes do anúncio da melhoria das condições oferecidas nos certificados- o Estado oferecia uma taxa bruta na ordem os 0,6%.

No entanto, com as alterações entretanto anunciadas, os Certificados de Aforro foram "reanimados" e retirados dos "cuidados intensivos". A introdução de um prémio fixo de 2,75% nos certificados da série C catapultou a remuneração destas aplicações para um valor atractivo. Para as subscrições feitas durante o mês de Setembro, a taxa de juro bruta oferecida é de 3,268%.

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 08:26

Setembro 28 2012

O Governo melhorou a remuneração dos Certificados de Aforro, mas a UTAO critica as mudanças constantes.

O Governo mudou as regras de remuneração dos Certificados de Aforro, para os tornar mais rentáveis, mas as constantes alterações legislativas e o carácter temporário das novas condições roubam estabilidade a este investimento, penalizando as subscrições. O reparo é feito pelos membros da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), na nota mensal sobre dívida pública, referente ao mês de Agosto.

"Embora a tentativa de conferir uma nova atractividade aos Certificados de Aforro seja motivo de referência, as diversas alterações legislativas que este instrumento tem vindo a sofrer e o carácter temporário desta última modificação poderão não estar a contribuir para a estabilidade necessária ao aumento das subscrições deste produto", dizem os técnicos da Assembleia da República (AR).

O Governo decidiu no final de Agosto aumentar a remuneração dos Certificados de Aforro e suspender os certificados de tesouro, com o objectivo. Na série B dos Certificados de Aforro (fora de subscrição desde 2008) acresce um prémio de 1%, mantendo-se os prémios de permanência, enquanto na série C (em subscrição) o prémio de permanência foi suspenso tendo sido substituído por um prémio fixo de 2,75%, detalham os técnicos do Parlamento no mesmo documento.

Esta alteração teve como objectivo travar o levantamento de Certificados de Aforro. Até ao final de Agosto, os portugueses tiraram 1.632 milhões de euros em Certificados de Aforro, de acordo com dados do Instituto de Gestão e Crédito Público (IGCP), um valor superior às estimativas do Governo que previa chegar ao final do ano com um saldo entre subscrições e resgates na ordem dos 1.500 milhões de euros.

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 08:25

Setembro 27 2012

Os herdeiros dos titulares de Certificados de Aforro têm, após a morte do dono desses títulos de dívida pública, 10 anos para resgatar o dinheiro aplicado nesses produtos, sob pena de essas verbas reverterem para o Estado.

E o prazo de 10 anos "deve contar-se a partir da data do falecimento do titular aforrador", segundo refere o parecer nº 20/2010 do Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República (PGR), ontem publicado em Diário da República. O parecer surgiu em resposta a um pedido do Ministério das Finanças para "clarificar o enquadramento aplicável à sucessão na titularidade dos Certificados de Aforro." A dúvida dizia respeito ao momento a partir do qual começava a contar o prazo para os herdeiros resgatarem os títulos detidos por familiares falecidos. Em Agosto, apesar da forte fuga de subscritores nos últimos anos, os portugueses tinham ainda mais de 9,7 mil milhões de euros aplicados em Certificados de Aforro.

fonte:http://www.cmjornal.xl.pt/n

publicado por adm às 22:34

Setembro 25 2012

Foram aplicados 19 milhões de euros nos Certificados de Aforro em agosto, mas estas aplicações de poupança perderam 207 milhões no mesmo mês, revela o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP).

Contas feitas, o saldo entre as novas subscrições e os resgates voltou a ser negativo em 188 milhões de euros. 

As Finanças querem inverter a tendência de fuga aos Certificados de Aforro e, por isso, o Governo decidiu aumentar, a partir de setembro, os juros pagos nos Certificados das séries B e C para captar mais poupanças.

Estas aplicações têm, agora, um retorno de cerca de 3,2%, sendo que o juro pago trimestralmente oscila em função da cotação da Euribor a 3 meses, não podendo assim ultrapassar os 5%.

Mas os dados do IGCP conhecidos esta terça-feira não refletem ainda esta medida, uma vez que dizem respeito a agosto. 

Olhando para o balanço desde o final do ano passado, os portugueses já tiraram 1.630 milhões de euros dos Certificados de Aforro.

Quanto aos Certificados do Tesouro, foram aplicados 37 milhões de euros em agosto e os resgates somam cinco milhões de euros. Durante 2012 já foram aplicados mais 32 milhões de euros em relação ao final do ano passado.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 22:56

Setembro 10 2012

Juros devidos pelo Estado nos certificados atingem os 4,3 mil milhões e estão prestes a ultrapassar o montante investido pelos portugueses neste produto.

No final de Julho, apenas 57% dos 9,9 mil milhões de euros que os portugueses mantinham em Certificados de Aforro referiam-se a capital efectivamente investido pelos aforradores. Os restantes 43% resultavam de capitalização acumulada, de acordo com os dados publicados no Boletim Estatístico do Banco de Portugal. Ou seja, o Estado deve 4,3 mil milhões de euros em juros relativos ao financiamento obtido junto dos particulares no valor de 5,6 mil milhões de euros.

A fuga de aforradores aliada à falta de capacidade em captar novo capital, levaram recentemente o Governo a aumentar a remuneração dos Certificados de Aforro. Depois de mais de quatro anos a perder investimento, os juros devidos neste produto estavam, em Julho, prestes a ultrapassar o montante recebido em empréstimo, resultando assim num negócio lesivo para o Estado. Só nos últimos 12 meses, os portugueses resgataram 2,8 mil milhões de euros, mil milhões dos quais referentes apenas a juros.

Números que mostram que no último ano os resgates afectaram principalmente séries mais antigas, como a série B e A. Ao contrário do que terá acontecido nos primeiros anos de fuga dos investidores já que, desde o início de 2008, os portugueses levantaram 8,2 mil milhões de euros, dos quais 2,2 mil milhões referentes a juros. Aliás, no final de 2011, a série C contava apenas com 507 milhões de euros, o que significa que, dos 3,1 mil milhões de euros investidos até à data na série C, 84% desse montante já havia sido resgatado. 

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 23:47

Setembro 04 2012

Os prémios de permanência que o Governo decidiu atribuir aos certificados de aforro das séries B e C garantem uma taxa de juro acima dos 3% durante os próximos quatro anos. O objetivo desta medida, que surgiu a par da extinção dos certificados do tesouro, é tornar estes títulos de dívida pública novamente atrativos para os aforradores.

Os certificados de aforro da série B foram “encerrados” em 2008 (ou seja deixaram de receber novas entradas de dinheiro) mas quem os manteve, estava com uma taxa de juro ilíquida a rondar os 2,2808%. A este juro, o Ministério das Finanças veio juntar agora mais um prémio de 1%, o que faz com que estes títulos recebam agora 3,2808%.

Este “bónus”de 1% vai vigorar entre setembro deste ano e dezembro de 2016, vem somar-se ao prémio de permanência de 2% que os certificados já detinham. A isto acresce ainda a taxa de juro que é calculada em função da euribor. Tudo somado, a remuneração atual dos certificados da série B é de 3,2808%.

No caso da série C (criada em 2008), ainda ativa, o Governo optou por substituir o atual esquema de prémio de permanência (que ia aumentando ao longo dos 10 anos de vida do produto) por um prémio fixo de 275 pontos base. A conjugação destes 2,75% com a taxa de juro em vigor, faz com que a remuneração atual dos CA suba para 3,268%.

Esta nova taxa, mais elevada e por isso mais atrativa, aplica-se mesmo aos certificados subscritos mais recentemente. Exemplificando: os certificados adquiridos em março de 2009 estavam a render 1,268%, resultantes de uma taxa de juro de 0,518% e de um prémio de permanência de 0,75%.A partir de agora a sua remuneração sobe para 3,268%. Esta mesma subida é válida para quem investiu em certificados em agosto e que por isso não tinha ainda tido tempo para beneficiar de qualquer prémio de permanência, o que fazia com que a rendibilidade fosse apenas de 0,518% brutos.

Em ambos os casos, a rendibilidade dos CA supera a taxa de juro média dos depósitos a prazo a um ano que segundo os dados do Boletim Estatístico do Banco de Portugal rondaram em junho so 3%.

Esta mudança no esquema de remuneração dos certificados de aforro pretende captar o interesse e as poupanças dos aforradores e estancar quatro anos de constantes saídas de dinheiro deste títulos de dívida.

O Instituto de Gestão e do Crédito Público (IGCP) lembra que após terminado o prazo destas condições excecionais de remuneração (no final de 2017), os certificados da série C retomam as condições originias do prémio de permanência.

Em janeiro de 2008, antes de se verificar a última alteração no cálculo das taxas, os portugueses tinham 18,2 mil milhões de euros investidos em certificados de aforro. De então para cá – com a descida das taxas, encerramento da série B e criação da série C com características totalmente diferentes – perderam cerca de metade daquele dinheiro.

Os mais recentes dados indicam que em 31 de julho deste ano, estavam aplicados 9,9 mil milhões de euros.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/E

publicado por adm às 23:03

Setembro 03 2012

As Finanças querem inverter a tendência de fuga aos certificados de aforro. Por isso, o Governo decidiu aumentar os juros pagos nos Certificados das séries B e C para captar mais poupanças. 

Ambas as séries terão um retorno de cerca de 3,2%, sendo que o juro pago trimestralmente oscila em função da cotação da Euribor a 3 meses, não podendo assim ultrapassar os 5%.

Ora, esta remuneração fica acima de grande parte dos depósitos a prazo cedidos, atualmente, pelos bancos. Se tivermos em conta dados do Banco de Portugal (BdP), a taxa média praticada nos novos depósitos a prazo situou-se nos 3%, no mês de junho, para aplicações até um ano.

É certo que há depósitos com taxas superiores, mas esses também obrigam a subscrições mínimas, que em alguns casos chegam a rondar os 2 mil euros ou mais.

Em comunicado enviado às redações, já na quinta-feira, as Finanças explicavam que, no caso dos certificados da série B, a melhoria da remuneração traduz-se num aumento do prémio fixo de 1,0% (100 pontos base), o que se reflete numa remuneração atual de 3,2808%.

Para a série C, o Governo decidiu suspender o prémio atual e substitui-lo por um prémio fixo de 2,75% (275 pontos base), obtendo-se uma remuneração atual de 3,268%. Estas condições excecionais de remuneração vão vigorar até 31 de dezembro de 2016, data após a qual serão retomadas as condições originais, estabelecendo-se um limite máximo de remuneração de 5%.

Subscrição de certificados do Tesouro foi suspensa

Já o Instituto que gere a dívida pública portuguesa anunciou já, na passada semana, que serão suspensas as subscrições de Certificados do Tesouro. O Executivo justifica a decisão com «o desinteresse gradual dos investidores», tendo, por isso, determinado a suspensão «com efeitos imediatos» deste instrumento de poupança.

A tutela aponta que, apesar de o processo de ajustamento da economia portuguesa em curso estar a ser acompanhado por um aumento da poupança das famílias, isso «não se tem refletido num aumento de procura dos Certificados de Aforro, nem mesmo na retenção de poupanças de longo prazo, tradicionalmente estáveis».

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 09:58

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