Certificados de Aforro

Abril 30 2013
O bónus atribuído aos Certificados de Aforro está a seduzir investidores para este produto de dívida pública. Porém, a melhoria governamental só dura até ao final de 2016

Os investidores estão a regressar lentamente aos Certificados de Aforro. Depois de quase quatro anos de quedas mensais do valor investido nestes instrumentos de dívida pública, o dinheiro volta a entrar nos cofres do Estado. Entre dezembro e fevereiro, as subscrições foram superiores aos resgates, o que conduziu a um aumento de 27,6 milhões de euros no montante aplicado nos Certificados de Aforro.


Muitos investidores fazem bem em regressar aos Certificados de Aforro. Desde setembro, após a revisão governamental da fórmula de cálculo dos juros do produto, que os nossos analistas recomendam a sua subscrição. Numa altura em que, em média, os depósitos a prazo a 12 meses rendem uma taxa líquida de 1,5%, o rendimento líquido anual de 2,3% dos Certificados de Aforro são bem-vindos para satisfazer as necessidades de poupança de baixo risco dos investidores portugueses. No entanto, é preciso recordar que, após a subscrição, o dinheiro aplicado nos Certificados não pode ser mobilizado nos primeiros 3 meses. Só após a primeira tranche de juros ser adicionada ao capital investido é que os aforradores podem solicitar o reembolso nos balcões dos CTT, a única entidade autorizada a comercializar presencialmente este instrumento financeiro.


Bonificação só até 2016
A taxa de juro de 2,3%, já deduzida de imposto sobre o rendimento, é válida para os Certificados de Aforro subscritos ou cuja taxa de juro seja recalculada durante este mês de abril. É, assim, aplicável nos próximos 3 meses às séries B e C nestas condições específicas.


Este rendimento decorre das alterações aprovadas pela secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, que incrementaram a remuneração de todos os Certificados de Aforro subscritos desde julho de 1986. Porém, esta bonificação expirará em 2016. Em janeiro de 2017, as regras anteriores voltam a entrar em vigor.


Se a alteração temporária não estivesse em vigor, a taxa de juro líquida das novas subscrições de Certificados de Aforro seria de 0,3 por cento.


Consulte o nosso simulador
Se quer saber quanto poderá ganhar investindo em Certificados de Aforro, use o nosso simulador, disponível no nosso portal financeiro, em deco.proteste.pt/investe. Como mostra a figura ao lado, basta introduzir o montante a aplicar e selecionar o prazo do investimento, entre 1 e 10 anos. O simulador assume que a taxa anual líquida em vigor (neste mês de abril de 2,3%) se manterá até dezembro de 2016. A partir daí, assume as taxas de juro de mercado mais recentes, seguindo a fórmula que reentrará em vigência a partir de 2017.


Devido ao período bonificado até ao final de 2016, o simulador indica que a taxa anual efetiva líquida (TAEL) do investimento diminuirá a partir desse ano. Assim, uma aplicação a 3 anos capitalizará a uma TAEL de 2,3%, mas um investimento a 10 anos terá uma TAEL simulada de 1,7 por cento.

 

Três séries em meio século
Os Certificados de Aforro são um produto bastante antigo, com mais de meio século de existência. A primeira série, conhecida posteriormente por série A, foi criada em dezembro de 1960 e as subscrições foram suspensas em julho de 1986. Ainda existem Certificados desta série que não foram resgatados. Têm características semelhantes às dos Certificados da série B, emitidos desde 1986, com diferença no valor nominal. No entanto, a série A não foi alvo das alterações efetuadas pelo Governo em setembro passado. A remuneração desta série é um pouco inferior às 2 séries mais recentes: a taxa anual líquida é de 2,1% para as subscrições efetuadas entre 1961 e 1986. Apesar das taxas não serem muito diferentes, a série atualmente em subscrição, a série C, tem uma maturidade limitada de 10 anos, enquanto as séries A e B não têm prazo limite de investimento.


Novidades em breve
Apesar do regresso dos investidores, o montante aplicado globalmente nos Certificados de Aforro não chega a 10 mil milhões de euros, o equivalente a menos de 5% da dívida direta do Estado, segundo as estatísticas de fevereiro da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública.

 

João Moreira Rato, o presidente da agência que é responsável pelos Certificados de Aforro, disse à comunicação social que o organismo pretende captar mais poupança das famílias. Para isso, está a preparar o lançamento de "novos produtos de aforro com maturidades fixas" neste segundo trimestre de 2013. Os nossos analistas estão a postos para emitir recomendações assim que os novos produtos de aforro sejam lançados.

 

 

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

publicado por adm às 22:58

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