Certificados de Aforro

Outubro 22 2013

O saldo líquido do último ano foi positivo em 245 milhões de euros. Estado quer atrair 2500 milhões com ajuda de novo produto

Desde Setembro do ano passado, quando entraram em vigor as novas taxas de remuneração, os resgates de Certificados de Aforro (CA) caíram para um terço e as novas subscrições dispararam, totalizando 1228 milhões. Apesar do aumento das subscrições, o saldo líquido (subscrições menos resgates) ficou-se por 245 milhões de euros.

A melhoria das condições de remuneração dos CA, introduzidas em Setembro do ano passado, foram determinantes para estancar os levantamentos. No último ano, os resgates aproximaram-se dos mil milhões, bem menos do que no ano anterior (Setembro de 2011/2012), quando superaram os três mil milhões de euros. O aumento das novas subscrições também foi exponencial, ao passar de 343 milhões de euros, no ano que terminou em Setembro de 2012, para 1228 milhões, em Setembro último.

Para 2014, e a poucos dias de lançar o novo produto, os Certificados do Tesouro Poupança Mais (CTPM), a subscrever a partir do dia 31 de Outubro (Dia Mundial da Poupança), o Estado prevê captar 2,5 mil milhões de novas poupanças. Desse bolo, espera captar mil milhões em CA, abaixo do que captou no último ano, e 1500 milhões nos CTPM, produto que oferece uma taxa de juro crescente, que a partir do 4.º e 5.º anos atinge os 5% brutos.

Face aos CA, o principal desafio do Estado será o de estancar os resgates, alguns dos quais para subscrever os novos CTPM, dado que num investimento a partir de dois anos a taxa de remuneração é mais elevada.

As alterações introduzidas garantiram aos CA uma rentabilidade superior à dos normais depósitos bancários. Recorde-se que a melhoria consistiu na atribuição de um prémio provisório de 1% na Série B, o que atirou a taxa bruta acima dos 3%, e um prémio de 2,75% na Série C (iniciada em 2008), independentemente do prazo de subscrição, o que atirou a taxa também para cima dos 3%.

No último ano, e de acordo com os dados disponibilizados pelo IGCP, agência que gere a dívida pública, as novas subscrições atingiram uma média mensal de 102 milhões de euros e os resgates caíram para 81,9 milhões. Os números do ano anterior, que terminou em Setembro de 2012, mostram uma queda abrupta de subscrições e um aumento brutal de resgates. Nesse período, a média mensal de novas subscrições ficaram-se por 28,58 milhões de euros, e os resgates atingiram 257,6 milhões de euros.

A sangria dos CA começou em 2008, quando o Governo PS alterou as regras de remuneração da Série B, encerrando a sua subscrição, e lançou a série C. De Dezembro de 2008 a 2012, fruto da menor remuneração, da crise e de ofertas de taxas de juro mais atractivas pela banca, os CA perderam mais de oito mil milhões de euros, caindo abaixo dos 10 mil milhões, barreira que recuperou no passado mês de Setembro.

Em 2010 foi lançado um novo produto, os Certificados do Tesouro (CT), que viriam a ser suspensos em Agosto de 2012, quando a taxa de juro a 10 anos superou os 7% brutos, uma taxa muito elevada e que resultava da sua indexação à evolução da taxa implícita das Obrigações do Tesouro, a 10 ano, no mercado secundário.

Com os novos CTPM, a subscrever nos Correios, o Estado pretende oferecer um produto de poupança complementar aos CA. A remuneração é mais alta, a taxa média líquida nos cinco anos é de 3%, mas o capital não pode ser mobilizado no primeiro ano e o valor mínimo de aplicação é de mil euros.

fonte:http://www.publico.pt/e


publicado por adm às 22:00

Outubro 18 2013

As famílias portuguesas subscreveram, em Setembro, 157 milhões de euros em Certificados de Aforro (CA) e resgataram 58 milhões de euros, pelo que o saldo é positivo em 99 milhões de euros, revela o Boletim de Outubro do ICGP, disponibilizado esta sexta-feira.

Com os valores subscritos em Setembro, que regista o segundo melhor mês do ano, o saldo total dos CA ultrapassou a barreira dos 10 mil milhões de euros, revela o Boletim do IGCP, a agência que gere a dívida pública nacional.

Desde o início do ano, os portugueses subscreveram 349 milhões de euros em CA, acima dos 210 milhões de euros esperados pelo Governo no Orçamento do Estado (OE) para o corrente ano.

O aumento de subscrições e o abrandamento dos resgates é explicado pela aumento de prémio fixo, em 2,75%, que, somado à taxa Euribor, atira a taxa de remuneração total para cima dos 3% brutos. Esta remuneração fica acima dos tradicionais depósitos bancários.

No OE para 2014, o Governo espera atrair 2,5 mil milhões de euros de poupança, cerca de mil milhões em CA e o restante através dos Certificados do Tesouro Poupança Mais, novo produto de poupança que vai oferecer uma taxa de juro bruta de 5% a partir do 4.º e 5.º anos, a que pode acrescer um prémio complementar em função da evolução do Produto Interno Bruto.

Boletim de Setembro mostra uma redução nos resgates de Certificados do Tesouro (CT), cuja subscrição está suspensa. Os portugueses levantaram dois milhões de euros de CT, bem menos que os 30 milhões de euros resgatados em Agosto. O saldo deste produto está em 1384 milhões de euros.
 fonte:http://www.publico.pt/e

publicado por adm às 23:21

Outubro 17 2013
Taxas elevadas têm permitido a entrada de “dinheiro fresco” neste produto de poupança. Depois da entrada líquida de 250 milhões, desde o início deste ano, o Governo estima manter a tendência, captando mais de mil milhões no decorrer do próximo ano.

Os certificados de aforro ganharam “vida nova” com a revisão em alta do prémio oferecido nestes títulos. Além de se estancar a saída de dinheiro, já começa a registar-se a entrada líquida de poupanças neste produto. Este ano, o Estado deverá financiar-se em 210 milhões, valor que dispara para 1.060 milhões no próximo.

 

Na proposta de Orçamento do Estado para 2014, o Executivo inscreveu um valor de 1.360 milhões de euros para a obtenção de financiamento através deste produto de poupança de retalho, registando-se 300 milhões de resgates. O saldo será positivo, algo que deverá verificar-se este ano, mas que será o mais elevado desde em mais de uma década.

 

Apesar da “concorrência” que haverá por parte dos novos certificados do Tesouro – com os quais o Executivo estima angariar 1.440 milhões de euros, este ano – o Executivo acredita que há margem para que os portugueses continuem a apostar nestes títulos. Por mês, a perspectiva é de que o saldo líquido ascenda a 88 milhões.

 

O Estado conta com os juros elevados deste produto para atrair as poupanças dos pequenos investidores para este produto. Com a introdução de um prémio de 275 pontos-base nos certificados de aforro, até ao final de 2016, a taxa bruta anual destes títulos deverá manter-se acima da fasquia dos 3%.

 

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/e

publicado por adm às 00:03

Outubro 12 2013

O Governo criou novos certificados do aforro com taxas de juros que chegam aos 5% no quinto ano após a subscrição. Os Certificados do Tesouro Poupança Mais (CTPM) podem ser subscritos a partir de 31 de Outubro, segundo a resolução do Conselho de Ministros publicada nesta quinta-feira em Diário da República.

Os novos certificados, que permitem o acesso de particulares a instrumentos de dívida pública com taxa garantida, poderão ter um prémio adicional nos últimos dois anos de subscrição consoante o crescimento do PIB e caso este ocorra. Este prémio poderá ser de 80% da taxa de crescimento do PIB real a valores de mercado.

As taxas oferecidas, 2,75% no primeiro ano, 3,75% no segundo ano, 4,75% no terceiro ano, e 5% no quarto e quinto ano, estão bem acima da remuneração oferecida pelos bancos, que, para prazos inferiores a um ano, não chegam aos 2%. A taxa dos certificados de aforro está actualmente acima dos 3%, muito acima da média dos depósitos da banca.

Os novos certificados, que terão um valor nominal de um euro, sendo que a quantidade mínima para a sua subscrição é de mil unidades, são inscritos em contas abertas junto da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP).

Segundo o Governo, estes novos instrumentos que pretendem complementar a actual oferta de certificados de aforro são "vocacionados para investidores com menor necessidade de liquidez, promovendo-se assim o alargamento da base de investidores domésticos, essencial para assegurar eficazmente as necessidades de financiamento do Estado."

Embora este produto tenha um prazo de cinco anos, ao contrário dos certificados de aforro, que podem ser resgatados a qualquer momento, o novo produto só pode ser mobilizado a partir do primeiro ano de subscrição. Decorrido o primeiro ano, poderão ser efectuados resgates, a qualquer momento, "acarretando a perda total dos juros decorridos, desde o último vencimento de juros até à data de resgate", explica ainda o diploma.

O CTPM surge depois do Governo ter suspendido os certificados do Tesouro, que estavam associados às obrigações a 10 anos e que atingiram uma taxa elevada, acima dos 7%, e mantidos pelo prazo de 10 anos.

As taxas de juro são fixadas na data de subscrição e são garantidas até à sua amortização.
 
No que se refere ao regime fiscal, os juros e os prémios de remuneração estão sujeitos a IRS, com retenção na fonte, à data liberatória existente na data do vencimento dos juros. Actualmente, essa taxa, que se aplica à generalidade dos produtos de poupança, está fixada em 28%.
 
O diploma que consagra a criação do CTPM garante a totalidade do capital investido.
 
Segundo os últimos dados do IGCP, em Agosto, o saldo entre novas subscrições de Certificados de Aforro (CA), que atingiram 191 milhões de euros, e os resgates, num total de 60 milhões de euros, foi positivo em 131 milhões de euros, revelam os dados divulgados esta sexta-feira pelo IGCP. No total, o montante aplicado em CA confiado ao Estado ascende a 9919 mil milhões de euros.

 

fonte:http://www.publico.pt/e

publicado por adm às 00:02

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