Certificados de Aforro

Setembro 27 2014

Os portugueses canalizaram 1,1 mil milhões de euros para Certificados de Aforro (CA) e Certificados do Tesouro (CT) em Julho e Agosto, os meses em que a crise no BES se intensificou e o banco foi alvo de uma intervenção das autoridades, tendo sido separado num banco ‘mau’  e no Novo Banco. Há pelo menos 13 anos que não havia dois meses com tanta procura por produtos de poupança do Estado.

Segundo dados do IGCP divulgados hoje, a subscrição dos dois principais instrumentos de dívida pública de retalho foi o principal factor para o aumento mensal de 0,4% na dívida directa do Estado em Agosto, que atingiu 217 mil milhões de euros no final de Agosto. Entre novas subscrições e resgates destes produtos, houve um saldo positivo de 554 milhões de euros em Agosto e de 588 milhões em Julho.

É comum haver meses de Verão com mais subscrição de certificados,  já que é o período em que os portugueses ficam com mais folga na conta bancária, depois de receberem o subsídio de férias.

Mas os movimentos registados este ano são bastante superiores à média. Segundo as estatísticas disponíveis no site do IGCP, que recuam ao início de 2001, não há registo de dois meses de tão forte subscrição de produtos de retalho como em Julho e Agosto deste ano. Os portugueses têm agora mais 15 mil milhões de euros aplicados nestes dois produtos (3,8 mil milhões em CT e 11,4 mil milhões em CA).

fonte:http://www.sol.pt/n

publicado por adm às 14:07

Setembro 21 2014

Não são apenas os depósitos dos bancos concorrentes do antigo BES que estarão a beneficiar com o colapso da instituição de Ricardo Salgado.

Dois tradicionais produtos de poupança que o Estado vende às famílias portuguesas (e que conta como dívida pública) -- os certificados de aforro e do Tesouro -- registaram aumentos muito pronunciados nos últimos meses. "Para estes aumentos, poderá ter contribuído a incerteza registada no setor bancário, em resultado do caso BES", diz a Unidade Técnica de Apoio Orçamental na Nota Mensal sobre a Dívida Pública de agosto.

A equipa de técnicos, que apoia o Parlamento observa que "no mês de julho, registou-se um acréscimo líquido significativo da posição de Certificados de Aforro e de Certificados de Tesouro".

Segundo os cálculos da UTAO, "o stock de Certificados de Aforro no final de julho situou-se nos 11120 milhões de euros, tendo-se verificado nesse mês um montante de subscrições (bruto) de 300 milhões, o maior acréscimo mensal desde, pelo menos, 1999". A subida homóloga implícita em julho é de 13,6% e de mais 4% face a junho, o mês em que se tornou evidente de que os problemas do GES afetariam severamente o BES.

O stock de Certificados de Tesouro aumentou para "3476 milhões de euros, o que representa um acréscimo de 324 milhões" entre junho e julho, acrescenta o grupo de peritos da AR. O aumento mensal é de 10% e em termos homólogos supera os 150% (muito mais que duplicou).

Ou seja, em apenas um mês o Estado encaixou 624 milhões de euros em termos brutos, um movimento que a UTAO relaciona com a incerteza bancária provocada pela queda do BES.

Estes dois produtos de dívida pública são caracterizados pelo seu perfil conservador, pelo risco quase nulo e taxas de rendibilidade baixas. Em momentos de incerteza, a tendência é este tipo de aplicações atrair mais aforradores.

BES tirou diretamente 675 milhões à bolsa

A bolsa de valores também se ressentiu, perdendo dinheiro e o interesse de muitos investidores. De acordo com a UTAO, "a exclusão das ações do BES do índice, decidida pela Euronext, induziu uma perda automática e temporária no PSI-20, passando este a incluir apenas 18 empresas cotadas".

"As ações do BES foram retiradas a um valor de zero euros, diferentemente do que ocorreu com a Espírito Santo Financial Group, cujas ações foram retiradas ao valor de mercado que vigorava no momento da sua suspensão. Em resultado, o índice foi impactado por uma perda de 675 milhões de euros, correspondente ao valor de mercado do BES", refere a UTAO.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

publicado por adm às 12:44

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