Certificados de Aforro

Junho 24 2015

De acordo com o boletim mensal da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública, divulgado esta segunda-feira, os portugueses investiram 65 milhões de euros em Certificados de Aforro em maio e levantaram 46 milhões de euros que tinham investido nestes títulos, tendo o Estado, ao todo, 12.685 milhões de euros.

Já quanto aos Certificados do Tesouro, em maio, os portugueses investiram 111 milhões de euros e amortizaram quatro milhões de euros, ficando os cofres do Estado com um montante total de 6.832 milhões de euros nestes certificados.

Juntando os dois instrumentos de poupança das famílias, em termos líquidos, foram aplicados mais 127 milhões de euros em maio, totalizando 19.517 milhões de euros nestes dois instrumentos de poupança das famílias.

No final de 2014, o Estado tinha 17.189 milhões de euros em Certificados de Aforro e do Tesouro. Nos primeiros cinco meses do ano, no entanto, conseguiu captar mais 2.328 milhões de euros. A nova série de Certificados de Aforro, a D, ficou disponível a partir de 02 de fevereiro, com uma taxa bruta de subscrição de 1,058%.

As séries anteriores mantiveram as condições de remuneração, sendo que os Certificados de Aforro da série C subscritos em janeiro pagam taxas de juro anual de 3,069%. Também as condições de remuneração dos Certificados do Tesouro Poupança Mais (CTPM) foram alteradas, passando para 1,25% a um ano, menos 1,50 pontos percentuais do que a taxa anteriormente em vigor, de 2,75%.

A taxa dos CTPM a dois anos desceu para 1,75%, em vez dos 3,75% anteriores, a três anos caiu para 2,25% (contra 4,75%), a quatro anos baixou para 2,75% (5,00%) e a cinco anos passou para 3,25% (face aos anteriores 5,00%). A estas taxas base da nova série dos certificados de aforro acrescem prémios de permanência de 0,5% do 2.º ao 5.º ano e 1% do 6.º ao 10.º ano.

 

fonte;:http://www.jn.pt/

publicado por adm às 21:27

Junho 09 2015
O rendimento dos Certificados de Aforro depende da Euribor a três meses, que atingiu recentemente valores negativos. Se esta continuar a descer, os Certificados de Aforro terão a garantia de capital em risco?
Euribor negativa pode afetar os Certificados de Aforro? Os Certificados de Aforro são instrumentos de dívida criados com o objetivo de captar a poupança das famílias. Têm como característica principal o serem distribuídos a retalho, isto é, serem colocados diretamente junto dos aforradores e terem montantes mínimos de subscrição reduzidos (100 euros na série atual). Os Certificados de Aforro só podem ser emitidos a favor de particulares e não são transmissíveis, exceto em caso de falecimento do titular. O rendimento deste produto depende da Euribor a três meses de forma diferente consoante a série subscrita. É um produto de baixo risco, pelo que o aforrador depreende que o capital está garantido. Mas no contexto atual, com a Euribor a atingir valores negativos, como serão afetadas as garantias deste produto? A seguir analisamos o impacto da Euribor negativa em cada uma das séries.

Série D: taxa limitada entre 0 e 3,5%
A taxa base da série atualmente em comercialização é determinada mensalmente no antepenúltimo dia útil do mês, para vigorar durante o mês seguinte, de acordo com a seguinte fórmula: E3 +1 %, em que E3 é a média dos valores da Euribor a três meses observados nos dez dias úteis anteriores, sendo o resultado arredondado à terceira casa decimal. Da aplicação da referida fórmula não poderá resultar uma taxa base superior a 3,5%, nem inferior a 0%. Neste caso, a Euribor terá de atingir valores negativos de -1% para anular o rendimento e nunca poderá proporcionar um rendimento negativo já que a taxa está limitada com um teto mínimo de zero. Num cenário mais extremo, o rendimento será nulo. Ou seja, nesta série não há qualquer dúvida: o capital está sempre garantido.

Série C: só há limite superior
Também na série anterior, a taxa base é determinada mensalmente no antepenúltimo dia útil do mês, para vigorar durante o mês seguinte, mas segundo a seguinte fórmula: 0,85 × E3+0,25, em que E3 é a média dos valores da Euribor a três meses observados nos dez dias úteis anteriores, sendo o resultado arredondado à terceira casa decimal. A esta taxa é acrescido um prémio de 2,75, o qual se manterá em vigor até 31 de dezembro de 2016, não podendo resultar deste mecanismo uma remuneração superior a 5%. Neste caso nada é referido sobre o limite inferior, estando apenas limitada a taxa máxima (até 5 %). Contudo, a possibilidade do rendimento desta série atingir valores negativos é muito remota, isto porque apenas é considerada 85 % da Euribor e ainda é somado um spread de 0,25. Além disso, acresce mais um spread de 2,75% à taxa base até final de 2016. Assim, a Euribor teria de se situar em valores abaixo de -3,5% para que o rendimento fosse negativo, o que nos parece muito pouco provável.

Séries A e B: prémio de permanência máximo de 2% evita perdas
A taxa de juro é calculada através da fórmula 0,60 × TBA e é acrescida de um prémio de 1%, o qual se manterá em vigor até 31 de dezembro de 2016, não podendo resultar deste mecanismo uma taxa de remuneração superior a 5%. Além disso, esta série apresentava prémios de permanência que acrescerão à taxa. O prémio é de 0,25% no segundo semestre de capitalização e aumenta 0,25% em cada um dos semestres seguintes até atingir 2%. As subscrições da série B deixaram de ser permitidas em 2008 e atualmente todos os Certificados destas séries apresentam o prémio de permanência máximo de 2% brutos.



PROTESTE INVESTE exige a ficha de informação normalizada

Acontecimentos imprevisíveis, como a descida das taxas para valores negativos, apenas nos dão razão nas nossas exigências relativamente a uma ficha de informação normalizada para os produtos financeiros do Estado, onde todas as informações e garantias deveriam estar devidamente clarificadas, bem como a exigência de uma entidade isenta e independente do emitente para a vigilância e regulação destes produtos, tal como acontece noutros produtos financeiros. Frequentemente continuamos a ser abordados com perguntas como "os Certificados podem ser considerados depósitos?" ou "nos Certificados o capital está garantido?". À semelhança do que é exigido para os produtos bancários, o Estado deveria dar o exemplo na informação prestada pelos produtos de dívida pública.
 
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/
publicado por adm às 22:47

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