Certificados de Aforro

Setembro 05 2007

O presidente do Instituto de Gestão de Crédito Público (IGCP) disse hoje à agência Lusa que a nova série dos certificados de aforro, já com as novas regras, será emitida a 26 de Janeiro. 

"A nova série será lançada a partir de 26 de Janeiro", disse Azevedo Soares, e pode ser subscrita através da Internet (no endereço https://aforronet.igcp.pt) ou aos balcões dos CTT, tal como já acontecia com a anterior. 

O governo anunciou hoje que alterou o regime dos certificados de aforro, definindo um prazo de vida máximo de 10 anos, e mudou as regras dos prémios de permanência, incentivando os investidores a mantê-los por mais tempo para receberem mais. 

Recusando a dizer se a série B (que agora vai acabar e dar lugar à série C) é menos atractiva do que a C, em termos de remuneração para o investidor, Azevedo Soares limitou-se a afirmar que a série B "era subsidiada", face a outros instrumentos de financiamento do Estado e que agora se procurou obter um "maior alinhamento" entre esses instrumentos de financiamento da dívida pública. 

Os certificados de aforro tinham um custo de 1,43 pontos percentuais face ao das obrigações do Tesouro e de 1,12 pontos percentuais face aos bilhetes do Tesouro, custo esse que é suportado por todos os contribuintes, acrescentou o mesmo responsável do instituto que gere a dívida do Estado. 

Os novos certificados "demoram mais tempo até terem um prémio mais alto", reconheceu Azevedo Soares. 

De entre as mudanças introduzidas, o governo decidiu baixar os prémios de permanência para os prazos mais curtos, obrigando a que passe mais tempo para que os investidores possam ver o prémio de permanência crescer. 

Forçando os investidores a vendê-los ao fim de 10 anos (quando antes os investidores os podiam deter por tempo indeterminado), o governo está a limitar o prazo pelo qual os investidores podem ter esse prémio, já que mesmo que no décimo primeiro ano voltem a reinvestir o dinheiro em certificados de aforro, o prémio de permanência volta a zero. 

Antes, por cada semestre que passava, o prémio de permanência subia 0,25 pontos percentuais, após o primeiro semestre, até ao limite de 2,0 pontos percentuais. Assim, um investidor que ficasse com os CA durante quatro anos e meio podia receber a taxa máxima de permanência de 2,0 por cento. 

Agora, segundo as novas regras, só passados dois anos da detenção dos certificados é que o investidor passa a receber um prémio de 0,25 por cento. No terceiro ano, esse prémio passa para os 0,5 por cento e volta a aumentar para 0,75 por cento no quarto ano. 

Do quarto ao sétimo ano não existe qualquer alteração nesse prémio, o qual só volta a subir para 1,0 por cento no oitavo ano. Um ano depois cresce para 1,5 por cento e só no décimo ano é que o investidor pode receber o prémio máximo de 2,5 por cento. 

Como os certificados de aforro passaram agora a ser mais semelhantes (em custo) aos BT e OT, considerou-se que "não havia razão para haver um limite tão baixo" de certificados por cada pessoa, explicou o presidente do IGCP à Lusa. 

Assim, o governo alargou de 100 mil para 1 milhão a quantidade de unidades que cada investidor pode ter em carteira. 
fonte:Lusa

publicado por adm às 22:24

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