Certificados de Aforro

Outubro 25 2012

A fuga aos certificados de aforro continua. Só em setembro, as famílias portuguesas resgataram mais 90 milhões de euros. Isto no primeiro mês em que o IGCP - instituto que gere a dívida pública - suspendeu a subscrição de certificados do tesouro. 

Assim, o dinheiro aplicado pelos privados em certificados de aforro no final de setembro era de 9.714 milhões de euros, face aos 9.752 milhões registados no final de agosto. Feitas as contas, são menos 38 milhões de euros, revelam os dados publicados esta quinta-feira pelo IGCP ¿ que agora tem outro nome: Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública.

No mês passado, as famílias resgataram 90 milhões de euros dos certificados de aforro e subscreveram 52 milhões, o que explica a saída líquida de 38 milhões de euros. 

Desde o início do ano, o saldo líquido dos certificados de aforro caiu em 1.670 milhões de euros.

Já nos certificados do tesouro, as amortizações foram de quatro milhões de euros. Não houve qualquer emissão uma vez que o instituto que gere a dívida pública portuguesa decidiu no final de agosto suspender as subscrições de Certificados do Tesouro a partir de 01 de setembro.

Esta decisão, escreve a Lusa, aconteceu apenas dois anos depois de estes instrumentos terem sido criados pelo então ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, para conter a «sangria» que se tem vindo a verificar nos certificados de aforro. Agosto foi o último mês em que era possível subscrever este instrumento.

A 30 de setembro, estavam 1.427 milhões de euros investidos pelos particulares nestes instrumentos, menos precisamente quatro milhões do que em agosto. Em virtude da inexistência de emissões, o saldo destes caiu em setembro, contrariando a tendência que vinha a ser seguida, ainda que os aumentos fossem pouco significativos.

Desde o início do ano os particulares aplicaram mais 119 milhões de euros em certificados do tesouro.

O presidente do IGCP, João Moreira Rato, disse recentemente que o instituto que gere a dívida pública está a estudar o lançamento de novos produtos de poupança destinados ao público em geral, os quais deverão ser conhecidos ainda no primeiro semestre de 2013.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

publicado por adm às 21:55

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