Certificados de Aforro

Março 18 2013
Saldo foi positivo pelo terceiro mês consecutivo. Contudo, valor captado em Fevereiro ficou aquém do registado no primeiro mês de 2013.

Os certificados de aforro voltaram a registar um saldo positivo. Em Fevereiro, as subscrições superaram em 10 milhões de euros o valor total resgatado pelos portugueses, de acordo com os dados divulgados pelo IGCP. Capitalização continua a explicar o resultado positivo.

 

No Boletim Mensal, a entidade liderada por João Moreira Rato refere que foram efectuados resgates num valor de 60 milhões de euros, em Fevereiro. Ao mesmo tempo, deram entrada 70 milhões de euros, o que resulta num diferencial positivo de 10 milhões de euros. Em Janeiro tinha sido de 15 milhões.

 

Apesar do resultado positivo, na realidade não está ainda a entrar dinheiro fresco nos certificados. Este comportamento é explicado, essencialmente, pelo efeito de capitalização, em que os juros ganhos trimestralmente são depositados na conta dos títulos, funcionando como um reforço automático da poupança.

 

Com a revisão em alta da remuneração, em Setembro, o aumento do montante aplicado em certificados por via do efeito da capitalização passou a ser também maior. O que explica o saldo positivo registado nos últimos meses. Mas a realidade é que as novas subscrições continuam a ser inferiores aos resgates.

 

Taxas continuam a subir

 

Apesar da inversão da tendência registada em meados de Fevereiro, a média da Euribor a 3 meses nas últimas 10 sessões até ao antepenúltimo dia do mês (período considerado pelo IGCP para o cálculo da taxa aplicada aos certificados de Aforro) foi mais elevada do que em Janeiro. E isso fez subir os juros para as subscrições em Março.

 

Aplicando o prémio de 2,75% que passou a vigorar a partir de Setembro, para a Série C (a única em comercialização) a taxa bruta anual para os três meses seguintes à subscrição (ou renovação) em Março, é de 3,189%.

Este foi o segundo mês consecutivo que a taxa oferecida por este produto aumentou, distanciando-se cada vez mais da rentabilidade oferecida pelos depósitos a prazo comercializados pela banca. A taxa média oferecida pelo sector financeiro para as novas aplicações com um prazo fixou-se, em Janeiro, nos 2,47%.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/m

publicado por adm às 22:22

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