Certificados de Aforro

Dezembro 05 2014
O Governo actualizou os montantes máximos de emissões de dívida, tendo estipulado um aumento significativo dos certificados de aforro. Os bilhetes do Tesouro surgem como o único instrumento de dívida cujas emissões podem diminuir. No total, o acréscimo de endividamento poderá aumentar em 9%.

"Alteram-se os montantes máximos de emissão de cada um dos títulos representativos de dívida pública, ajustando-os, nomeadamente, ao aumento de subscrições de certificados de aforro e certificados do tesouropoupança mais verificado", revela a resolução do Conselho de Ministros n.º 72/2014, publicado esta terça-feira, 2 de Dezembro, em Diário da República.

 

Dos instrumentos à disposição do Executivo para se financiar, o Governo alterou quatro limites máximos: os das obrigações do Tesouro, bilhetes do Tesouro, os certificados de aforro e outra dívida pública fundada, denominada em moeda com ou sem curso legal em Portugal. Apenas num destes se reduz o limite máximo de emissões, sendo o de bilhetes do Tesouro, cujo valor máximo passa de 20 mil milhões para 15 mil milhões.

 

No total, o Governo estabelece em 12,75 mil milhões de euros "o limite de acréscimo de endividamento líquido global directo", o que corresponde a um aumento de 9% face aos 11,70 mil milhões definidos em Janeiro deste ano.

 

Nas obrigações do Tesouro, o limite máximo passa de 15 mil milhões para 17 mil milhões de euros, já "a emissão de outra dívida pública fundada, denominada em moeda com ou sem curso legal em Portugal, sob formas de representação distintas das indicadas nos números anteriores" ascende a um montante até 16 mil milhões de euros, mais mil milhões do que o permitido até agora.

 

Mas a grande subida é verificada no certificados de aforro, cujo acréscimo foi fixado em seis mil milhões de euros, o que corresponde ao dobro do observado na resolução de Janeiro, numa altura em que o Executivo admite que se tem verificado um aumento de subscrições destes instrumentos, bem como dos Certificados do Tesouro Poupança Mais. Desde o início do ano, o valor detido em certificados de aforro aumentou de 10,1 mil milhões para 11,8 mil milhões de euros. Já os certificados do Tesouro, cujo limite máximo de emissões não é alterado, passou de 2,0 mil milhões para 4,4 mil milhões nos primeiros 10 meses do ano.

 

Uma das regras que está contemplada na resolução publicada esta terça-feira é a salvaguarda do "cumprimento do limite de endividamento líquido global directo".

 

O Governo justifica estas alterações com a "melhoria na Zona Euro das condições de acesso ao mercado pelos países soberanos e da redução dos seus custos de financiamento, revelou -se conforme ao interesse público alongar as maturidades dos títulos da carteira de dívida pública."

 

O aumento dos limites máximos de emissão destes instrumentos entra em vigor no dia seguinte à publicação da Resolução, ou seja, amanhã, 3 de Dezembro. 

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

publicado por adm às 22:19

Antes de mais, parabéns por este «espaço» que só agora conheci e por onde tenciono ficar.
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Ontem, após uma ida aos CTT fiquei com a ideia que, no caso de fazer agora uma subscrição de Certificados de Aforro, a taxa de juro vai diminuindo ao longo dos anos.
Procurei confirmar esta «impressão» no site do IGDP e não fiquei esclarecido.
Podem ajudar-me a tirar esta dúvida?
Obrigado
Augusto a 11 de Dezembro de 2014 às 10:29

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