Certificados de Aforro

Julho 18 2012
Taxa oferecida neste produto vai descer para 0,809%. É o juro mais baixo desde meados de 2010, sendo a remuneração líquida a mais baixa de sempre, renovando o mínimo histórico que tinha fixado este mês.

A rendibilidade dos certificados de aforro continua a cair a pique. A forte descida da Euribor a 3 meses, que serve de indexante aos juros praticados por este produto de poupança, leva a que a taxa recue, em Julho, pelo oitavo mês consecutivo.


A taxa bruta desce, a partir do próximo mês, dos 0,829% actuais para os 0,809% para as novas subscrições realizadas em Julho. Fixa, assim, um novo mínimo desde Maio de 2010.

A rendibilidade líquida volta a bater um mínimo histórico. Já tinha sido a mais baixa de sempre em Junho, e voltará a sê-lo no mês que vem, descendo para 0,607%, sendo este o resultado do agravamento da tributação de 21,5% para 25%.

Mesmo quem tem os certificados da Série C desde o início, e tenha revisão trimestral no mês que vem, obterá uma taxa baixa. Considerando o prémio de permanência, de 1%, o retorno bruto anual será de 1,809%. O líquido será de 1,356%.

Este baixo retorno explica a fuga dos investidores deste produto. Em Maio, de acordo com os dados publicados ontem pelo IGCP, os portugueses resgataram 186 milhões de euros.

O saldo negativo de Maio veio avolumar a saída de dinheiro dos certificados de aforro desde o início do ano, que supera já os 1.000 milhões de euros. A estimativa do Governo para 2012 é de que os resgates ascendam a 1.500 milhões, meta que deverá ser largamente superada.
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/h
publicado por adm às 23:41

Março 21 2012

São instrumentos de poupança a que os portugueses costumam recorrer, mas têm fugido cada vez mais deles. A subscrição de certificados de aforro sofreu uma «queda significativa». Mas isso tem explicação: a crise económica e o aumento das taxas de juro dos depósitos bancários, segundo o presidente cessante do Instituto de Gestão do Crédito Público (IGCP).

«O stock de certificados de aforro desceu de 18,2 mil milhões de euros em janeiro de 2008 para 12,3 mil milhões em fevereiro de 2012. Esta tendência acentuou-se nos finais de 2010 e no início de 2011, em parte devido ao agravamento da crise dívida e do [aumento] das taxas de juro dos depósitos» oferecidos pela banca, disse esta quarta-feira Alberto Soares perante a comissão parlamentar do Orçamento.

«Terá havido uma alteração na perceção dos riscos dos certificados do Tesouro e dos certificados de aforro, e isso associado ao fenómeno do diferencial dos juros terá motivado esta queda significativa».

O deputado do Bloco de Esquerda Pedro Filipe Soares questionou o presidente cessante do IGCP sobre o decréscimo deste «produto nobre das poupanças dos portugueses».

«Isto demonstra uma escolha política», disse o parlamentar bloquista eleito pelo Porto. «Foi uma escolha de passar para outros um papel que era do Estado. Os valores envolvidos são enormes».

Segundo Pedro Filipe Soares, esta «degradação dos certificados de aforro» serviu para permitir à banca privada «reequilibrar os seus balanços» através da captação de depósitos. Isto é, à medida que os certificados de aforro se tornavam menos atraentes e os bancos aumentavam a taxa dos seus depósitos, as poupanças dos particulares transferiram-se dos certificados para a banca. «Alguém ficou a ganhar com isto, e não foi o Estado».

Alberto Soares frisou que «em nenhum ponto da missão e do objetivo do IGCP» está a promoção da poupança: «Haverá outras instâncias que se preocuparão com o facto de a poupança, do ponto de vista macroeconómico, ser feita no setor público ou privado». 

O presidente cessante do IGCP (abandonará a instituição no final deste mês) acrescentou que «do ponto de vista do financiamento», a redução do stock de certificados de aforro «não colocou problemas ao Estado».

Segundo o boletim mensal do IGCP, desde o final de 2011 jásaíram dos certificados de aforro 459 milhões de euros em termos líquidos.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

 

publicado por adm às 21:52

Março 18 2012

Os cofres do Estado ficaram 6,7 mil milhões de euros mais magros com os resgates dos Certificados de Aforro desde 2008.

Em 2008 foram alteradas as condições dos Certificados de Aforro, com o fim das subscrições da série B, a alteração do rendimento desta série e a criação da série C. Se até 2007 as subscrições eram superiores aos resgates, em 2008 a tendência inverteu-se e os resgates passaram a ser sempre superiores às novas subscrições. Desde esse ano, já saíram dos cofres do Estado 6,7 mil milhões de euros que estavam aplicados em Certificados de Aforro. Só em 2011 os regastes atingiram os 4,5 mil milhões de euros, o valor mais elevado de sempre. Ainda assim, houve aforradores que insistiram em colocar as suas poupanças nesta aplicação (371 milhões de euros).

Conselho da Proteste Investe: resgate

Na série que está em subscrição (C) a taxa base é de 0,9%, muito pouco interessante. Por isso, os especialistas da Proteste Investe não recomendam a subscrição deste produto. Quem ainda tem as séries A ou B está, no máximo, a usufruir de uma taxa de 2,1% (0,6% é a taxa base em fevereiro acrescida de 1,5%, que é o prémio de permanência máximo). O conselho da Deco é resgatar. Há mais de três anos que a Deco deixou de recomendar a subscrição de Certificados de Aforro. No entanto, também é sabido que muitos aforradores mantêm uma forte relação afectiva com esta aplicação, provavelmente pela ideia de segurança por se tratar de uma aplicação garantida pelo Estado. No entanto, não pense que a dívida pública está completamente isenta de risco. Nenhuma aplicação é totalmente segura. Mas o risco do Estado falir é, em média, bastante inferior ao de um banco ou seguradora. Por isso, as aplicações de poupança de dívida pública são, por norma, consideradas de baixo risco.

Os outros Certificados

Os Certificados do Tesouro são a alternativa mais recente de dívida pública para quem pretenda usufruir de elevada liquidez e o rendimento dos títulos de longo prazo. Os especialistas da Proteste Investe recomendam apenas para quem tenha a certeza de não necessitar do capital nos próximos cinco anos, pois só assim poderá usufruir das taxas mais elevadas (5,1 e 5,3% para aplicações entre cinco e 10 anos).

As mesmas regras para os produtos do Estado

A comercialização de produtos financeiros está sujeita a legislação nacional e comunitária que promove a transparência e clareza da informação prestada pelas instituições financeiras. Os bancos são obrigados a classificar os clientes de acordo com os seus conhecimentos financeiros e tipo de risco que estão dispostos a correr de forma a evitar que produtos desadequados sejam impingidos a alguns clientes mais incautos. Mas, nem todos os intermediários que comercializam produtos financeiros estão sujeitos a essas regras. O caso mais flagrante é o dos Correios, o intermediário dos produtos de aforro do Estado e não só. Nos balcões dos CTT, além do envio de correspondência, é possível adquirir as coisas mais diversas (livros, pacotes de viagens e produtos financeiros), nem sempre nas condições mais adequadas. Falta de informação, local inapropriado e pouca disponibilidade para prestar informações foram algumas das deficiências identificadas com um simples teste prático a sete balcões, que poderá ver na edição mensal da Proteste Investe. A Deco faz três exigências em nome da transparência e isenção, que devem partir do Estado: uma entidade reguladora independente, os mesmos deveres informativos dos restantes produtos financeiros e a ficha de informação normalizada.

Quanto custa uma má decisão?

Quando falamos de milhões, por vezes perdemos a noção de grandeza. Por isso, a Proteste Investe fez a contas: os 6,7 mil milhões de euros que saíram do cofre do Estado com o resgate dos Certificados de Aforro desde 2008 davam para pagar a dívida da Madeira (cerca de 6,3 mil milhões), são quase sete vezes mais do que o Estado ganhou com o corte do subsídio de Natal (1000 milhões) e representam cerca de 3,5% da dívida pública nacional (190 mil milhões, segundo dados recentes da Eurostat). Com a mudança das regras, no início de 2008, o aforrador perdeu um instrumento de poupança interessante e o Estado viu sair as poupanças dos particulares para a banca; além disso, teve que se financiar a um custo superior (taxas mais elevadas) através das Obrigações do Tesouro junto de entidades estrangeiras que nem sequer pagam imposto sobre o rendimento destes títulos.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

publicado por adm às 21:59

Novembro 28 2011

Quem subscrever Certificados de Aforro no próximo mês terá direito a uma taxa bruta de 1,504%.

A remuneração dos Certificados de Aforro vai cair no próximo mês. Quem pretender investir neste produto de poupança do Estado em Dezembro terá direito a uma remuneração bruta de 1,504%. Este valor fica aquém da taxa que se aplicava nas subscrições realizadas em Novembro - de 1,595% - mas é simultaneamente também a remuneração mais baixa desde Junho deste ano. Esta quebra do retorno dos Certificados de Aforro é o reflexo da descida da Euribor a três meses, a taxa que é utilizada para o cálculo dos juros deste produto de poupança do Estado.

A descida das taxas Euribor tem sido, aliás, uma tendência que se tem observado ao longo das últimas semanas no seguimento da descida da taxa de juro de referência da zona euro pelo Banco Central Europeu, para os 1,25%, no início do mês de Novembro. E as perspectivas apontam para que o indexante possa baixar ainda mais. Os futuros sobre a Euribor a três meses para Junho de 2012 estão a transaccionar nos 1,175%, abaixo dos 1,475% a que a Euribor a três meses cotava na última sessão. A comprovar-se este cenário, é praticamente inevitável que a taxa de juro dos Certificados de Aforro venha a ser afectada.

Contudo, mesmo que os sinais não apontassem para a descida da taxa de referência utilizada no cálculo dos juros dos Certificados de Aforro, o nível actual da remuneração é muito reduzido e não compensam face a outros produtos de poupança. Em termos líquidos, a taxa de juro que será oferecida nas subscrições de Certificados de Aforro em Dezembro é de 1,18%. Este valor é bastante inferior à rentabilidade líquida oferecida por um grande número de depósitos a prazo. Aliás, segundo os dados do Banco de Portugal, a remuneração média dos novos depósitos era de 4,03%, em Setembro. Ou seja, mais do dobro dos 1,504% que estão a ser oferecidos no produto de poupança do Estado.

Por essa razão não é de estranhar a acentuada fuga de dinheiro que atinge os Certificados de Aforro. Desde o início do ano os portugueses já resgataram, em termos líquidos, mais de 3,5 mil milhões de euros desta aplicação financeira. Trata-se do valor mais elevado de sempre a ser retirado dos Certificados de Aforro e que vai bastante além das metas previstas pelo Orçamento do Estado para 2011. Ou seja, é quase sete vezes a saída líquida de 500 milhões de euros inicialmente antecipada. Aliás, desde que o Governo alterou as regras da nova série C, em Março de 2009, que o saldo mensal de subscrições de Certificados de Aforro é negativo.

Para 2012, o Orçamento do Estado prevê que os Certificados de aforro continuem a perder dinheiro. A expectativa é de que durante o próximo ano os resgates líquidos atinjam 1,5 mil milhões de euros, mitigando ainda mais uma importante fonte de financiamento do Estado. Quando a série C foi lançada no início de 2008, os Certificados de Aforro representavam 16% do financiamento estatal. Actualmente, representam menos de metade desse valor: 6,7%.

Vários especialistas já alertaram para as vantagens que, em termos de captação de financiamento, o Estado teria em melhorar a política de remuneração dos Certificados de Aforro. No entanto, nada foi feito até agora nesse sentido.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

publicado por adm às 20:53

Novembro 27 2011

Séries A e B representam 94% dos resgates destas aplicações.

Os certificados de aforro passaram a ser definitivamente produto ‘non grato' para os portugueses. Há 30 meses consecutivos que registam resgates líquidos, num valor que atinge já os 4,97 mil milhões de euros. A principal razão apontada para esta fuga tem sido a baixa remuneração da série C, em vigor desde o início de 2008 e a única actualmente em comercialização. No entanto, 94% dos resgates líquidos que ocorreram nos últimos seis meses saíram das séries A e B, as que melhor remuneram, já que gozam de prémios de permanência máximos dada a sua antiguidade.

Desde Março, as famílias portuguesas retiraram em termos líquidos 2,5 mil milhões de euros destas aplicações, dos quais apenas 151 milhões de euros foram resgatados da série C. Actualmente esta série conta apenas com 507 milhões de euros, o que significa que, dos 3,1 mil milhões de euros que foram investidos na série C desde que foi criada, 84% desse montante já foi resgatado, ou seja, 2,6 mil milhões de euros. Significa também que, no mesmo período, desde o início de 2008, foram resgatados da série A e B quase 6,3 mil milhões de euros, ou seja, 70,4% dos resgates efectuados desde essa data.

Embora os certificados das séries mais antigas gozem de prémios de permanência máximos, a verdade é que os actuais níveis de remuneração das séries A e B ficam igualmente muito aquém da oferta dos bancos. Enquanto os depósitos a prazo oferecem taxas brutas que chegam aos 6%, o que corresponde a cerca de 4,7% líquidos, os juros líquidos pagos nestas séries variam actualmente entre os 2,73% e os 3%, já com prémios de permanência. Já na série C, as taxas brutas variam entre os 1,55% e os 2,59%.

Todas estas taxas têm como indexante a Euribor a três meses, que cota actualmente nos 1,465%. E, a avaliar pela actual política económica do Banco Central Europeu - que baixou este mês a taxa de referência de 1,5% para 1,25%, sendo esperado outro corte a curto-prazo - não é de esperar que a taxa Euribor a três meses desça consideravelmente nos próximos meses. Tendo em conta as projecções de crescimento para os países da zona euro para 2012 e 2013, a taxa Euribor a três meses pode mesmo não registar subidas expressivas nos próximos anos. Ou seja, pelo menos com as actuais regras em vigor, o investimento em certificados de aforro deverá permanecer pouco atractivo.

Os produtos actualmente em comercialização pelo Estado não seduzem os investidores. Entre certificados do Tesouro e certificados de aforro da série C, o Estado arrecada apenas 1,78 mil milhões de euros.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

publicado por adm às 17:00

Setembro 25 2011

A fuga dos investidores já provoca um buraco de 2,5 mil milhões de euros nas contas públicas.

Os resgates líquidos nos Certificados de Aforro somam, até Agosto, 3.005 milhões de euros. De longe o valor mais alto de sempre, e três vezes superior às perdas registadas em todo o ano de 2010, de 1.005 milhões de euros. Em Agosto foram emitidos apenas 30 milhões de euros e resgatados 327 milhões. O Governo estará a estudar opções de mercado de modo a tentar estancar a fuga dos investidores, de acordo com um dos últimos relatórios da ‘troika'. Isto porque o montante de resgates líquidos é já 2,5 mil milhões de euros superior ao orçamentado e as subscrições de certificados do Tesouro não são suficientes para colmatar o buraco nas contas públicas.

A taxa de juro bruta para as subscrições realizadas em Setembro é de 1,556%. Embora a remuneração tenha aumentado nos últimos meses em função da subida do indexante, a actual taxa continua a ser manifestamente insuficiente não só para cativar novos investidores, como para manter os existentes. Os prémios de permanência são inconsequentes: quem tenha Certificados de Aforro da série C desde o início da sua comercialização, em Janeiro de 2008, está a usufruir de um prémio de um ponto percentual. Ou seja, recebe uma taxa bruta total de 2,556%, muito abaixo dos 4,5% oferecidos em depósitos a prazo. A baixa remuneração justifica não só a fuga dos certificados da série C mas também a saída dos investidores de séries mais antigas. Por exemplo, quem tem Certificados há mais de 50 anos, recebe actualmente uma taxa de juro anual bruta de 2,8%, incluindo já os prémios de permanência.

Enquanto os resgates líquidos dos Certificados de Aforro estão muito além do estimado no orçamento do Estado, que esperava perdas de 500 milhões de euros, as subscrições líquidas dos certificados do Tesouro ficam aquém do inscrito no documento. O governo esperava um saldo positivo de 993 milhões de euros, mas até à data os cofres do Estado amealharam apenas 580 milhões de euros. Este instrumento de poupança, lançado em Julho de 2010, parece não estar a conseguir captar novos investidores. Em Agosto foram emitidos 70 milhões de euros, mas resgatados 45 milhões.

Já em Julho haviam sido emitidos 54 milhões e resgatados 51 milhões de euros, resultando um saldo líquido de apenas três milhões de euros. De acordo com fonte do IGCP, a explicação residirá no facto dos investidores mais antigos estarem a aproveitar as melhores taxas oferecidas desde Maio, resgatando e investindo novamente, agora com melhores juros.


Remuneração dos certificados de aforro

1 - Certificados da série C pagam 1,556%
Para as subscrições em Setembro, os certificados de aforro oferecem uma taxa de juro anual bruta de 1,556%. Mesmo somando o prémio de permanência máximo, que é actualmente de um ponto percentual, a taxa passa para os 2,556% brutos.

2 - Série B oferece juros de 3%
Em Setembro, quem tem certificados da série B emitidos após 1989, recebe uma taxa anual bruta de 3%. Já quem tenha subscrito certificados desta série entre 1986 e 1989 estará a receber uma taxa de 2,787%. Ambas já incluem os prémios de permanência.

3 - Série A não paga mais de 2,82%
Para os seus investidores mais fiéis, o Estado reserva uma taxa inferior à série B. Quem tenha subscrito certificados de aforro há 50 anos, em 1961, recebe actualmente uma taxa de juro anual bruta de 2,817%, já com prémios de permanência, nos certificados da série A.

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 21:21

Setembro 20 2011

Os privados já retiraram mais de três mil milhões de euros aplicados em certificados de aforro desde o início do ano, tendo amortizado mais 327 milhões de euros em agosto, indicou hoje o IGCP.

O valor aplicado em certificados de aforro caiu entre o final de 2010 e o final de agosto deste ano de 15.471 milhões de euros para 12.466 milhões de euros, aponta o Boletim Mensal do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público.

Em agosto, foram amortizados 327 milhões de euros destes certificados, e aplicados apenas 30 milhões neste instrumento de poupança do Estado.

fonte:Lusa

publicado por adm às 13:42

Setembro 16 2011

Troika’ está preocupada com resgate de certificados de aforro acima do previsto e quer soluções.

O Governo está a estudar soluções para incentivar as famílias a manter a dívida do Estado, como por exemplo, certificados de aforro, garante um relatório da Comissão Europeia sobre a primeira avaliação da implementação do programa da ‘troika'. O desvio nas contas destes títulos de poupança está a preocupar a ‘troika', que teme que o País enfrente mais problemas de liquidez do que o previsto.

"As autoridades estão a explorar soluções de mercado possíveis para encorajar as famílias a manter os seus títulos de dívida", lê-se no documento divulgado ontem. Os peritos da Comissão Europeia frisam no relatório que "o resgate de certificados por parte das famílias, em parte devido à oferta de taxas de juro mais elevadas nos depósitos por parte dos bancos, também pesaram no saldo de caixa das administrações públicas".

O Estado financia-se junto das famílias através de certificados de aforro e do Tesouro. Enquanto os primeiros registam resgates líquidos mais de cinco vezes superiores ao orçamentado, criando um buraco de 2.209 milhões de euros nas contas públicas, os certificados do Tesouro registam subscrições líquidas de 557 milhões de euros, também aquém dos 993 milhões que constam no Orçamento do Estado.

Na prática, isto quer dizer que o Estado não se está a conseguir financiar junto das famílias através deste instrumento financeiro. Tendo em conta que o mercado internacional continua avesso aos títulos de dívida portuguesa, exigindo juros muito elevados para emprestar a curto prazo, o excessivo resgate poderá colocar problemas de tesouraria no Estado. 

fonte:http://economico.sapo.pt/n

publicado por adm às 23:17

Agosto 29 2011

Em Setembro, os Certificados vão render menos. A taxa para as novas subscrições será de 1,556%.

A remuneração dos Certificados de Aforro (CA) vai voltar a cair já em Setembro. A descida da taxa Euribor a três meses em Agosto, sobre a qual são calculados os juros dos CA, vai ditar uma remuneração de 1,556% no próximo mês, abaixo dos anteriores 1,617%. Más notícias para os aforradores mas também para o Estado, que este ano já assistiu à fuga de 2,71 mil milhões de euros deste instrumento, um valor mais de cinco vezes superior ao orçamentado.

Uma fuga que dura já desde 2008, e que tem sido potenciada pelas baixas taxas de juro oferecidas pelos CA. Actualmente, a taxa de juro média oferecida pelos depósitos a prazo mais que duplica a remuneração dos CA, nos 3,63%(máximos de quase três anos). E embora os CA ofereçam prémios de permanência, estes são insuficientes para compensar o investimento face aos depósitos a prazo. Mais de 90% do investimento neste produto de poupança do Estado encontra-se nas séries A e B, que já se encontram fora de comercialização. Mesmo que já usufrua do prémio de permanência máximo nestas séries (2%), a remuneração fica pouco acima dos 3%, uma vez que estas séries têm fórmulas de cálculo diferentes da série C. Ou seja, abaixo dos juros médios oferecidos pelos depósitos a prazo. Já se possuir CA da série C adquiridos no início de 2008, data em que começaram a ser comercializados, o prémio de permanência máximo será de 1%, o que significa que irá receber em Setembro juros de 2,556%, novamente, abaixo dos depósitos a prazo. 

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 23:39

Agosto 19 2011

Entre Janeiro e Julho, os portugueses apenas subscreveram 228 milhões de euros de certificados de aforro e resgataram 2.936 milhões.

Há 28 meses consecutivos que o saldo líquido de subscrições de certificados de aforro apresenta um saldo negativo. Só em Julho foram mais 415 milhões de euros que foram resgatados deste instrumento de dívida do Estado, face a apenas 33 milhões de euros de novas subscrições, revela hoje o IGCP no seu 
boletim mensal.

Em termos homólogos, tratou-se de uma duplicação do saldo líquido negativo de subscrições.

Só este ano, o volume total de resgates de certificados de Aforro já totaliza os 2.936 milhões de euros, 13 vezes mais que o montante de novas subscrições.

Recorde-se que a taxa de juro bruta para novas subscrições de certificados de Aforro, Série C, em Julho de 2011, tinha sido fixada em 1,533% e para Agosto o IGCP colocou a taxa de remuneração destes instrumentos nos 1,617%.

Numa situação diferente continuam os certificados do Tesouro, que apesar de terem voltado a somar um saldo líquido mensal de subscrições positivo, tratou-se do valor mais baixo desde Janeiro de 2011, primeiro mês em que foi permitido resgatar este instrumento de poupança.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

publicado por adm às 21:53

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