Certificados de Aforro

Janeiro 27 2012

Os certificados de aforro vão render ainda menos a partir do próximo mês, tendo em conta a queda acentuada das taxas de mercado que servem de indexante para o produto de poupança do Estado. Juros oferecidos sofrem a maior queda em mais de dois anos, levando a remuneração líquida a baixar, novamente, a fasquia de 1%.

De acordo com os cálculos do Negócios, tendo em conta o método utilizado pelo Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP), a taxa bruta anual aplicada aos certificados de aforro, para os três meses seguintes, vai descer dos 1,452% actuais para um juro de 1,258% em Fevereiro. 

A descida da remuneração deste produto, a mais acentuada desde Maio de 2009, é explicada pela correcção do indexante. A Euribor a 3 meses, que é utilizada na base do cálculo da taxa dos certificados de aforro, está a cair há 26 sessões consecutivas, reflectindo os recentes cortes de juros realizados pelo Banco Central Europeu, com os quais colocou a taxa directora em 1%.

A queda do retorno dos certificados de aforro é ainda mais expressiva quando considerada a taxa líquida. O juro oferecido, após impostos, vai voltar a baixar a fasquia de 1%, o que já não acontecia desde Abril do ano passado, sendo que na altura a taxa bruta era até inferior à actual. Tinha descido para os 1,257%.

No entanto, desde então houve um aumento da carga fiscal sobre o juros auferidos. Os rendimentos de capital, onde se incluem os juros dos depósitos e também de produtos como os certificados de aforro e do Tesouro, passaram a ser tributados a 25%, o que tem contribuído para baixar a rendibilidade real deste produto e afastar os investidores dos títulos de dívida do Estado.

Fuga recorde em 2011

No máximo, ou seja, quem subscreveu os certificados de aforro da Série C em 2008, e tem revisão em Fevereiro, vai contar com uma taxa líquida, de 1,69%, muito menos do que obteria, por exemplo, num depósito a prazo. A baixa rentabilidade tem levado à fuga de muitos investidores. Só no ano passado, desapareceram mais de 75 mil subscritores.

Cada um dos investidores que resgatou a sua aplicação tirou, em média, 54.234 euros dos certificados de aforro, perfazendo um total de 4.086 milhões de euros. O valor retirado foi o mais elevado de sempre, tendo ficado em linha com o previsto pelo Governo. Para este ano, a estimativa do executivo é que o saldo líquido volte a ser negativo, em 1.500 milhões.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/i

publicado por adm às 00:18

Janeiro 23 2012

Números dizem respeito a 2011. Investimento em certificados do tesouro aumentou apenas 623 milhões de euros

Os privados retiraram mais de quatro mil milhões de euros que haviam sido investidos em certificados de aforro durante o ano de 2011, com o investimento em certificados do tesouro a aumentar apenas 623 milhões de euros.

De acordo com os dados divulgados esta segunda-feira pelo Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público, o valor aplicado em certificados de aforro caiu de 15.471 milhões de euros no final de 2010 para 11.384 milhões de euros no final de 2011, o que representa uma diminuição de 4.087 milhões de euros nesta aplicação.

Só em Dezembro passado foram amortizados 294 milhões de euros que haviam sido investidos em certificados de aforro, tendo sido emitidos apenas 28 milhões de euros em novos certificados.

Os certificados do tesouro, criados em 2010 pelo então ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, não conseguiram compensar a sangria nos certificados de aforro apesar do retorno mais elevado, e aumentaram o valor aplicado em 623 milhões de euros, muito aquém dos mais de quatro mil milhões de euros que foram retirados dos certificados de aforro.

Em Dezembro de 2010 estavam aplicados em certificados do tesouro 685 milhões de euros, com este valor a subir no decorrer do ano até ao saldo de 1.308 milhões de euros com que fechou 2010.

Só no último mês de Dezembro de 2011 foram aplicados 41 milhões de euros neste instrumento pelos investidores privados mas também foram amortizados 26 milhões de euros, mais de metade do valor aplicado.

No total, juntando os saldos de final de ano destes dois instrumentos, o Estado perde 3.462 milhões de euros das poupanças que lhe haviam sido confiadas que os investidores privados decidiram retirar dos cofres do Estado.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 22:15

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