Certificados de Aforro

Fevereiro 27 2012

Quem subscrever certificados de aforro em Março terá direito a uma taxa de juro bruta de 1,128%.

A remuneração dos certificados de aforro vai voltar a cair no próximo mês. Quem subscrever unidades deste produto de poupança do Estado, em Março, verá as suas aplicações remuneradas com uma taxa de juro bruta de 1,128%. Este valor é inferior aos 1,258% oferecidos nas subscrições realizadas em Fevereiro, mas é simultaneamente também a remuneração mais baixa desde Fevereiro do ano passado. Há quatro meses consecutivos que a remuneração dos certificados de aforro recua, acompanhando a tendência de descida da Euribor a três meses- a taxa que é utilizada para o cálculo dos juros deste produto de poupança do Estado.

Recorde-se que a Euribor a três meses tem vindo a baixar desde Novembro do ano passado, altura em que o Banco Central Europeu decidiu aliviar a taxa de juro de referência que se fixou no mínimo histórico de 1% já em Dezembro. E as perspectivas apontam para que este indexante possa baixar ainda mais, a avaliar pela cotação dos futuros sobre a Euribor. Segundo a Bloomberg, os futuros sobre a Euribor a três meses para Junho de 2012 estão a transaccionar nos 0,765%, abaixo dos 1,006% a que o indexante cotava na última sessão. A comprovar-se este cenário, é praticamente inevitável que a taxa de juro dos certificados de aforro venha a ser afectada ao longo dos próximos meses.

Comparativamente a outros produtos de poupança conservadores, a remuneração oferecida pelos certificados de aforro não compensa. Em termos líquidos, a taxa de juro que será oferecida nas subscrições de certificados de aforro em Março é de 0,846%. Este valor é bastante inferior à rentabilidade líquida oferecida por um grande número de depósitos a prazo. Desta forma, não é de estranhar a acentuada fuga de dinheiro que atinge os certificados de aforro. Depois de um saldo negativo de mais de 4 mil milhões de euros em 2011, no primeiro mês de 2012 os resgates líquidos ascenderam a 246 milhões. Aliás, para 2012, o Orçamento do Estado prevê que a fuga de investidores deste produto de poupança continue. A expectativa é de que em 2012 os resgates líquidos atinjam 1,5 mil milhões de euros, minando ainda mais uma importante fonte de financiamento do Estado. Quando a série C foi lançada no início de 2008, os certificados de aforro representavam 16% do financiamento do Estado. Hoje, representam apenas 6,2%.

Deco pede FIN para produtos de poupança do Estado

A Proteste Investe, da Deco, fez um "cliente mistério" junto de balcões dos CTT, onde são vendidos produtos de poupança do Estado como os certificados de aforro e do Tesouro, e chegou à conclusão de que havia falta de qualidade na informação prestada aos consumidores. Segundo a Deco, o cliente deveria "receber uma ficha de informação normalizada, como já é prática no caso dos depósitos bancários". A associação de consumidores defende ainda que os certificados de aforro e do Tesouro deviam ser regulados por uma entidade autónoma, "que acompanhasse os mercados, controlasse a informação prestada e vigiasse o comportamento" das entidades que os comercializam.

 

fonte:http://economico.sapo.pt/n

publicado por adm às 22:33

Fevereiro 23 2012

A Deco alertou esta quinta-feira para a falta de vigilância dos produtos financeiros do Estado, como os certificados de aforro e os certificados do tesouro, e defendeu regras para estes produtos iguais às dos produtos comercializados pela banca.

Uma equipa da associação de defesa dos consumidores (Deco) realizou testes nos correios, a única entidade que comercializa de forma presencial aqueles títulos da dívida pública, e concluiu haver falta de qualidade na informação prestada aos consumidores e publicou as conclusões do estudo na última edição da revista financeira Proteste Investe.

A Deco concluiu que os certificados de aforro e do tesouro deviam ser regulados por uma entidade autónoma, «que acompanhasse os mercados, controlasse a informação prestada e vigiasse o comportamento» das entidades que os comercializam, escreve a Lusa.

«Atualmente é o Governo quem dita as regras e tem o poder para manter ou alterar a remuneração de forma arbitrária, distorcendo as regras da concorrência», acusou a Deco, defendendo que a dívida pública devia «ficar sob a alçada» da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

Nos balcões dos CTT, por vezes, os clientes são orientados para produtos sob a forma de seguro ou fundo de investimento, acusa a associação, salientando que o aconselhamento aí prestado não tem em conta o perfil de cada cliente.

«A mesma liberdade não é permitida aos restantes canais de distribuição, como a banca», adiantou, lembrando que as instituições financeiras são obrigadas a identificar o perfil dos clientes antes de lhes proporem qualquer produto.

Em alguns casos, os técnicos da Deco nem sequer receberam nos balcões dos CTT uma ficha informativa com as características dos certificados do tesouro.

«O Estado não pode criar regras para o setor privado e depois subtrair-se ao cumprimento de uma conduta idêntica», rematou a associação.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 22:39

Fevereiro 21 2012
Fuga de investidores manteve-se no arranque do novo ano. Depois de um saldo negativo de mais de 4.000 milhões de euros em 2011, no primeiro mês de 2012 os resgates líquidos ascenderam a 246 milhões.

De acordo com o Boletim Mensal do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público, revelado hoje, no primeiro mês de 2012, os portugueses voltaram a tirar dinheiro dos certificados de aforro (CA).

Foram aplicados, segundo o IGCP, 28 milhões neste produto, o mesmo que em Dezembro. Mas, ao mesmo tempo saíram 274 milhões de euros, traduzindo-se num saldo negativo de 246 milhões de euros, no total do mês de Janeiro. Em Dezembro, tinham saído 266 milhões.

Este foi, assim, o 34º mês consecutivo de fuga aos CA, um movimento explicado, em grande parte, pela baixa remuneração oferecida por este produto cuja rendibilidade está dependente da evolução da Euribor a 3 meses. Quem subscrever, este mês, os CA, conta com uma taxa líquida de menos de 1%.

Mantém-se, assim, a tendência de saída de dinheiro deste produto de poupança do Estado. No último ano, o valor total retirado pelos portugueses dos CA ascendeu a 4.086 milhões de euros, um montante nunca antes registado, mas que ficou em linha com as previsões do Governo.
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/
publicado por adm às 18:08

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