Certificados de Aforro

Dezembro 23 2014
O ritmo de entrada de dinheiro nos títulos de dívida pública comercializados junto dos pequenos investidores abrandou no mês passado. Ainda assim, os CTPM captaram 270 milhões e os certificados de aforro obtiveram 163 milhões de euros.

O Estado continua a captar elevadas poupanças das famílias através de certificados, mas o ritmo de investimento abrandou em Novembro. No total, entre certificados de aforro e os Certificados do Tesouro Poupança Mais (CTPM), entraram 433 milhões de euros, abaixo dos mais de 500 milhões que têm sido aplicados nos últimos mês nestes títulos de dívida pública que são comercializados no retalho.

 

De acordo com o Boletim Mensal da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), os CTPM captaram 270 milhões de euros em Novembro, depois de quatro meses consecutivos em que entraram mais de 300 milhões. No caso dos certificados de aforro, o saldo entre novas subscrições e resgates foi positivo em 163 milhões de euros.

 

Tal como aconteceu nos CTPM, Novembro foi o primeiro mês em cinco em que a subscrição líquida de certificados de aforro ficou abaixo dos mais de 200 milhões de euros que mensalmente têm sido investidos pelas famílias nos títulos de poupança do Estado.

 

No total, estes títulos de dívida comercializados no retalho permitiram ao Estado obter um financiamento de 433 milhões de euros em Novembro, uma quebra de 21% face aos 550 milhões registados no mês anterior. Desde Julho, mês em que o BES começou a colapsar, os certificados assistiram a um forte aumento de subscrições com a procura por refúgio.

 

4.500 milhões no ano

 

Apesar do abrandamento do ritmo de investimento no mês passado, o saldo continua a ser bastante positivo, contribuindo para elevar o montante total captado pelo Estado através destes títulos desde o início do ano. Em conjunto, estes produtos de retalho já permitiram um financiamento de 4.520 milhões de euros.

 

Os CTPM são os principais responsáveis pelo montante captado, somando 2.674 milhões de euros, sendo que os certificados de aforro apresentam um saldo positivo de 1.846 milhões de euros em 2014. Em ambos os casos, a queda do BES deu um forte impulso, mas a explicação está nas taxas elevadas que oferecem.

 

Enquanto os bancos estão a cortar nos juros dos depósitos, oferecendo uma remuneração média de 1,3% nas aplicações até um ano, os certificados de aforro mantêm uma taxa bruta de mais de 3%, já os CTPM oferecem um retorno médio de 4,25%. As taxas praticadas são crescentes, começando em 2,75%, mas chegam a 5% nos últimos anos da aplicação.

fonte:;http://www.jornaldenegocios.pt/m

publicado por adm às 22:12

Dezembro 05 2014
O Governo actualizou os montantes máximos de emissões de dívida, tendo estipulado um aumento significativo dos certificados de aforro. Os bilhetes do Tesouro surgem como o único instrumento de dívida cujas emissões podem diminuir. No total, o acréscimo de endividamento poderá aumentar em 9%.

"Alteram-se os montantes máximos de emissão de cada um dos títulos representativos de dívida pública, ajustando-os, nomeadamente, ao aumento de subscrições de certificados de aforro e certificados do tesouropoupança mais verificado", revela a resolução do Conselho de Ministros n.º 72/2014, publicado esta terça-feira, 2 de Dezembro, em Diário da República.

 

Dos instrumentos à disposição do Executivo para se financiar, o Governo alterou quatro limites máximos: os das obrigações do Tesouro, bilhetes do Tesouro, os certificados de aforro e outra dívida pública fundada, denominada em moeda com ou sem curso legal em Portugal. Apenas num destes se reduz o limite máximo de emissões, sendo o de bilhetes do Tesouro, cujo valor máximo passa de 20 mil milhões para 15 mil milhões.

 

No total, o Governo estabelece em 12,75 mil milhões de euros "o limite de acréscimo de endividamento líquido global directo", o que corresponde a um aumento de 9% face aos 11,70 mil milhões definidos em Janeiro deste ano.

 

Nas obrigações do Tesouro, o limite máximo passa de 15 mil milhões para 17 mil milhões de euros, já "a emissão de outra dívida pública fundada, denominada em moeda com ou sem curso legal em Portugal, sob formas de representação distintas das indicadas nos números anteriores" ascende a um montante até 16 mil milhões de euros, mais mil milhões do que o permitido até agora.

 

Mas a grande subida é verificada no certificados de aforro, cujo acréscimo foi fixado em seis mil milhões de euros, o que corresponde ao dobro do observado na resolução de Janeiro, numa altura em que o Executivo admite que se tem verificado um aumento de subscrições destes instrumentos, bem como dos Certificados do Tesouro Poupança Mais. Desde o início do ano, o valor detido em certificados de aforro aumentou de 10,1 mil milhões para 11,8 mil milhões de euros. Já os certificados do Tesouro, cujo limite máximo de emissões não é alterado, passou de 2,0 mil milhões para 4,4 mil milhões nos primeiros 10 meses do ano.

 

Uma das regras que está contemplada na resolução publicada esta terça-feira é a salvaguarda do "cumprimento do limite de endividamento líquido global directo".

 

O Governo justifica estas alterações com a "melhoria na Zona Euro das condições de acesso ao mercado pelos países soberanos e da redução dos seus custos de financiamento, revelou -se conforme ao interesse público alongar as maturidades dos títulos da carteira de dívida pública."

 

O aumento dos limites máximos de emissão destes instrumentos entra em vigor no dia seguinte à publicação da Resolução, ou seja, amanhã, 3 de Dezembro. 

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

publicado por adm às 22:19

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