Certificados de Aforro

Setembro 03 2012

As Finanças querem inverter a tendência de fuga aos certificados de aforro. Por isso, o Governo decidiu aumentar os juros pagos nos Certificados das séries B e C para captar mais poupanças. 

Ambas as séries terão um retorno de cerca de 3,2%, sendo que o juro pago trimestralmente oscila em função da cotação da Euribor a 3 meses, não podendo assim ultrapassar os 5%.

Ora, esta remuneração fica acima de grande parte dos depósitos a prazo cedidos, atualmente, pelos bancos. Se tivermos em conta dados do Banco de Portugal (BdP), a taxa média praticada nos novos depósitos a prazo situou-se nos 3%, no mês de junho, para aplicações até um ano.

É certo que há depósitos com taxas superiores, mas esses também obrigam a subscrições mínimas, que em alguns casos chegam a rondar os 2 mil euros ou mais.

Em comunicado enviado às redações, já na quinta-feira, as Finanças explicavam que, no caso dos certificados da série B, a melhoria da remuneração traduz-se num aumento do prémio fixo de 1,0% (100 pontos base), o que se reflete numa remuneração atual de 3,2808%.

Para a série C, o Governo decidiu suspender o prémio atual e substitui-lo por um prémio fixo de 2,75% (275 pontos base), obtendo-se uma remuneração atual de 3,268%. Estas condições excecionais de remuneração vão vigorar até 31 de dezembro de 2016, data após a qual serão retomadas as condições originais, estabelecendo-se um limite máximo de remuneração de 5%.

Subscrição de certificados do Tesouro foi suspensa

Já o Instituto que gere a dívida pública portuguesa anunciou já, na passada semana, que serão suspensas as subscrições de Certificados do Tesouro. O Executivo justifica a decisão com «o desinteresse gradual dos investidores», tendo, por isso, determinado a suspensão «com efeitos imediatos» deste instrumento de poupança.

A tutela aponta que, apesar de o processo de ajustamento da economia portuguesa em curso estar a ser acompanhado por um aumento da poupança das famílias, isso «não se tem refletido num aumento de procura dos Certificados de Aforro, nem mesmo na retenção de poupanças de longo prazo, tradicionalmente estáveis».

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 09:58

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