Certificados de Aforro

Janeiro 27 2015

Uma semana e meia depois de a secretária de Estado do Tesouro anunciar que os juros dos certificados de aforro iam baixar, é a vez de Cristina Casalinho, presidente do IGCP, confirmar que a descida será acentuada e que as taxas se aproximarão das praticadas nos depósitos a prazo.

 

Segundo o Diário Económico, o corte entrará em vigor no início de Fevereiro e terá em conta o valor da Euribor a 12 meses (0,275%) e das taxas de depósitos, que ronda os 1,34%, nas aplicações a um ano. "Quando as taxas foram alteradas, foram para ser alinhadas com os substitutos próximos. As taxas estavam próximas da Euribor a doze meses e hoje em dia estão com valores bastante mais altos", justificou a responsável do IGCP.

 

Os certificados do tesouso Poupança Mais, por exemplo, oferecem neste momento uma remuneração de 2,75% no primeiro ano de subscrição; 3,75% no segundo ano; 4,75% no terceiro ano; e 5%, no quarto e quinto ano.

 

O anúncio das taxas levou a uma corrida dos portugueses aos balcões dos CTT. Desde o início do ano, já entraram 750 milhões de euros nos cofres do Estado. 

 

Veja três formas de ganhar com a dívida portuguesa, segundo o Negócios:

 

1. Certificados de aforro dão mais de 3% 
Há mais de meio século que os portugueses investem nos certificados de aforro. É uma das formas mais simples de comprar dívida pública portuguesa para os pequenos investidores (pode subscrever-se online ou nos CTT, a partir de apenas 100 euros), obtendo retornos atractivos em títulos sem risco. Desde que, em 2012, o Governo decidiu rever a remuneração deste produto, incluindo um prémio extraordinário de 275 pontos-base a vigorar até ao final de 2016, a taxa praticada disparou para mais de 3%, levando à entrada de muitos investidores: em 2014 foram aplicados mais de dois mil milhões de euros nestes títulos. A taxa aplicada às subscrições realizadas até ao final deste mês está em 3,069%, sendo que irá cair em Fevereiro com a introdução de uma nova "Série".

 

2. CTPM oferecem juros que chegam a 5%
Para permitir aos particulares beneficiarem das taxas altas das obrigações do Tesouro, o Governo começou por lançar os certificados do Tesouro que chegaram a pagar 7%. Acabou, depois, com o produto, mas em 2013 recuperou a lógica com o lançamento dos Certificados do Tesouro Poupança Mais. Um produto com um prazo de investimento de cinco anos em que, à semelhança de muitos depósitos a prazo, as taxas praticadas vão subindo ao longo dos anos. Com um investimento mínimo de mil euros, é possível receber um juro bruto de 2,75% no primeiro ano, 3,75% no segundo e 4,75% no terceiro. As taxas mais altas, de 5%, chegam nos dois últimos, mas pode ser superior em função do PIB. A taxa média é de 4,25%, mas só para quem subscrever até ao final do mês. Depois a taxa cai.

 

 

3. Cupões da dívida de longo prazo
As obrigações do Tesouro (OT) são a forma mais directa de investir na dívida nacional, embora exija mais dinheiro. E tem risco. Pode tentar ganhar com a subida do preço ou apostar nos cupões. Carlos Barata de Almeida, director de investimento do Best Bank, vê pouca margem para ganhos no preço. Mas mesmo com os cupões o retorno será reduzido. Numa simulação do Best, olhando para a OT que atinge a maturidade em 2023, o cupão é de 4,95%. Contudo, dada a forte valorização desta linha, a "yield" bruta fica-se pelos 2,39% (com base num preço de 120). Uma taxa que inclui o preço a receber pela obrigação no final (100), os cupões anuais e descontado o preço pago pela OT. Retiradas comissões e impostos de um investimento de 10 mil euros paga apenas 0,93%.

 

fonte:http://www.sabado.pt/

publicado por adm às 20:59

Dezembro 23 2014
O ritmo de entrada de dinheiro nos títulos de dívida pública comercializados junto dos pequenos investidores abrandou no mês passado. Ainda assim, os CTPM captaram 270 milhões e os certificados de aforro obtiveram 163 milhões de euros.

O Estado continua a captar elevadas poupanças das famílias através de certificados, mas o ritmo de investimento abrandou em Novembro. No total, entre certificados de aforro e os Certificados do Tesouro Poupança Mais (CTPM), entraram 433 milhões de euros, abaixo dos mais de 500 milhões que têm sido aplicados nos últimos mês nestes títulos de dívida pública que são comercializados no retalho.

 

De acordo com o Boletim Mensal da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), os CTPM captaram 270 milhões de euros em Novembro, depois de quatro meses consecutivos em que entraram mais de 300 milhões. No caso dos certificados de aforro, o saldo entre novas subscrições e resgates foi positivo em 163 milhões de euros.

 

Tal como aconteceu nos CTPM, Novembro foi o primeiro mês em cinco em que a subscrição líquida de certificados de aforro ficou abaixo dos mais de 200 milhões de euros que mensalmente têm sido investidos pelas famílias nos títulos de poupança do Estado.

 

No total, estes títulos de dívida comercializados no retalho permitiram ao Estado obter um financiamento de 433 milhões de euros em Novembro, uma quebra de 21% face aos 550 milhões registados no mês anterior. Desde Julho, mês em que o BES começou a colapsar, os certificados assistiram a um forte aumento de subscrições com a procura por refúgio.

 

4.500 milhões no ano

 

Apesar do abrandamento do ritmo de investimento no mês passado, o saldo continua a ser bastante positivo, contribuindo para elevar o montante total captado pelo Estado através destes títulos desde o início do ano. Em conjunto, estes produtos de retalho já permitiram um financiamento de 4.520 milhões de euros.

 

Os CTPM são os principais responsáveis pelo montante captado, somando 2.674 milhões de euros, sendo que os certificados de aforro apresentam um saldo positivo de 1.846 milhões de euros em 2014. Em ambos os casos, a queda do BES deu um forte impulso, mas a explicação está nas taxas elevadas que oferecem.

 

Enquanto os bancos estão a cortar nos juros dos depósitos, oferecendo uma remuneração média de 1,3% nas aplicações até um ano, os certificados de aforro mantêm uma taxa bruta de mais de 3%, já os CTPM oferecem um retorno médio de 4,25%. As taxas praticadas são crescentes, começando em 2,75%, mas chegam a 5% nos últimos anos da aplicação.

fonte:;http://www.jornaldenegocios.pt/m

publicado por adm às 22:12

Dezembro 05 2014
O Governo actualizou os montantes máximos de emissões de dívida, tendo estipulado um aumento significativo dos certificados de aforro. Os bilhetes do Tesouro surgem como o único instrumento de dívida cujas emissões podem diminuir. No total, o acréscimo de endividamento poderá aumentar em 9%.

"Alteram-se os montantes máximos de emissão de cada um dos títulos representativos de dívida pública, ajustando-os, nomeadamente, ao aumento de subscrições de certificados de aforro e certificados do tesouropoupança mais verificado", revela a resolução do Conselho de Ministros n.º 72/2014, publicado esta terça-feira, 2 de Dezembro, em Diário da República.

 

Dos instrumentos à disposição do Executivo para se financiar, o Governo alterou quatro limites máximos: os das obrigações do Tesouro, bilhetes do Tesouro, os certificados de aforro e outra dívida pública fundada, denominada em moeda com ou sem curso legal em Portugal. Apenas num destes se reduz o limite máximo de emissões, sendo o de bilhetes do Tesouro, cujo valor máximo passa de 20 mil milhões para 15 mil milhões.

 

No total, o Governo estabelece em 12,75 mil milhões de euros "o limite de acréscimo de endividamento líquido global directo", o que corresponde a um aumento de 9% face aos 11,70 mil milhões definidos em Janeiro deste ano.

 

Nas obrigações do Tesouro, o limite máximo passa de 15 mil milhões para 17 mil milhões de euros, já "a emissão de outra dívida pública fundada, denominada em moeda com ou sem curso legal em Portugal, sob formas de representação distintas das indicadas nos números anteriores" ascende a um montante até 16 mil milhões de euros, mais mil milhões do que o permitido até agora.

 

Mas a grande subida é verificada no certificados de aforro, cujo acréscimo foi fixado em seis mil milhões de euros, o que corresponde ao dobro do observado na resolução de Janeiro, numa altura em que o Executivo admite que se tem verificado um aumento de subscrições destes instrumentos, bem como dos Certificados do Tesouro Poupança Mais. Desde o início do ano, o valor detido em certificados de aforro aumentou de 10,1 mil milhões para 11,8 mil milhões de euros. Já os certificados do Tesouro, cujo limite máximo de emissões não é alterado, passou de 2,0 mil milhões para 4,4 mil milhões nos primeiros 10 meses do ano.

 

Uma das regras que está contemplada na resolução publicada esta terça-feira é a salvaguarda do "cumprimento do limite de endividamento líquido global directo".

 

O Governo justifica estas alterações com a "melhoria na Zona Euro das condições de acesso ao mercado pelos países soberanos e da redução dos seus custos de financiamento, revelou -se conforme ao interesse público alongar as maturidades dos títulos da carteira de dívida pública."

 

O aumento dos limites máximos de emissão destes instrumentos entra em vigor no dia seguinte à publicação da Resolução, ou seja, amanhã, 3 de Dezembro. 

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

publicado por adm às 22:19

Novembro 22 2014
Pelo quarto mês consecutivo, este produto do Estado obteve um saldo líquido acima dos 200 milhões de euros. A taxa acima de 3% continua a atrair as poupanças de muitas famílias portuguesas.

Os certificados de aforro continuam a somar poupanças fruto da rendibilidade elevada que apresentam. Em Outubro, pelo quarto mês consecutivo, conseguiram captar mais de 200 milhões de euros, de acordo com os dados do Banco de Portugal. O saldo no total do ano ascende já a quase 1,7 mil milhões de euros.

 

Segundo o Banco de Portugal, o saldo global de certificados de aforro ascendeu a 11.809 milhões de euros no final de Outubro, um aumento de 214 milhões de euros face aos 11.595 milhões de euros registado no final do mês anterior. Foi o quarto mês consecutivo com um saldo líquido acima dos 200 milhões.

 

Desde o Verão, com a crise no BES, que os montantes captados mensalmente pelos certificados de aforro têm vindo a aumentar com as famílias a procurarem a segurança do Estado. Mas também em busca da rentabilidade que este produto de poupança apresenta num contexto de quebra das taxas dos depósitos.

 

Com as Euribor em mínimos históricos, a taxa média dos depósitos está em 1,33%. Os certificados de aforro, que beneficiam de um prémio extraordinário de 275 pontos-base até ao final de 2016, pagam mais de 3%. As subscrições realizadas até ao final deste mês contam com uma taxa bruta anual de 3,071% nos próximos três meses.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

publicado por adm às 23:26

Setembro 21 2014

Não são apenas os depósitos dos bancos concorrentes do antigo BES que estarão a beneficiar com o colapso da instituição de Ricardo Salgado.

Dois tradicionais produtos de poupança que o Estado vende às famílias portuguesas (e que conta como dívida pública) -- os certificados de aforro e do Tesouro -- registaram aumentos muito pronunciados nos últimos meses. "Para estes aumentos, poderá ter contribuído a incerteza registada no setor bancário, em resultado do caso BES", diz a Unidade Técnica de Apoio Orçamental na Nota Mensal sobre a Dívida Pública de agosto.

A equipa de técnicos, que apoia o Parlamento observa que "no mês de julho, registou-se um acréscimo líquido significativo da posição de Certificados de Aforro e de Certificados de Tesouro".

Segundo os cálculos da UTAO, "o stock de Certificados de Aforro no final de julho situou-se nos 11120 milhões de euros, tendo-se verificado nesse mês um montante de subscrições (bruto) de 300 milhões, o maior acréscimo mensal desde, pelo menos, 1999". A subida homóloga implícita em julho é de 13,6% e de mais 4% face a junho, o mês em que se tornou evidente de que os problemas do GES afetariam severamente o BES.

O stock de Certificados de Tesouro aumentou para "3476 milhões de euros, o que representa um acréscimo de 324 milhões" entre junho e julho, acrescenta o grupo de peritos da AR. O aumento mensal é de 10% e em termos homólogos supera os 150% (muito mais que duplicou).

Ou seja, em apenas um mês o Estado encaixou 624 milhões de euros em termos brutos, um movimento que a UTAO relaciona com a incerteza bancária provocada pela queda do BES.

Estes dois produtos de dívida pública são caracterizados pelo seu perfil conservador, pelo risco quase nulo e taxas de rendibilidade baixas. Em momentos de incerteza, a tendência é este tipo de aplicações atrair mais aforradores.

BES tirou diretamente 675 milhões à bolsa

A bolsa de valores também se ressentiu, perdendo dinheiro e o interesse de muitos investidores. De acordo com a UTAO, "a exclusão das ações do BES do índice, decidida pela Euronext, induziu uma perda automática e temporária no PSI-20, passando este a incluir apenas 18 empresas cotadas".

"As ações do BES foram retiradas a um valor de zero euros, diferentemente do que ocorreu com a Espírito Santo Financial Group, cujas ações foram retiradas ao valor de mercado que vigorava no momento da sua suspensão. Em resultado, o índice foi impactado por uma perda de 675 milhões de euros, correspondente ao valor de mercado do BES", refere a UTAO.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

publicado por adm às 12:44

Junho 25 2014
Os portugueses voltaram a aplicar mais de 100 milhões de euros em certificados de aforro em Maio. Valor investido foi mesmo o mais elevado desde, pelo menos, 2008, elevando para 583 milhões o saldo acumulado no ano.

Os certificados de aforro continuam a atrair muitas poupanças dos pequenos aforradores nacionais. Em Maio, de acordo com os dados da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), investiram 144 milhões de euros, um máximo mensal desde, pelo menos, 2008, altura em que foi lançada a Série C.

 

No Boletim Mensal divulgado hoje, o IGCP revela que em Maio deram entrada 203 milhões de euros em certificados de aforro. Ao mesmo tempo, contudo, foram realizados resgates de 59 milhões, o que resultou num saldo líquido positivo de 144 milhões de euros. Desde 2008 que tal não acontecia.

 

Maio foi o quinto mês consecutivo em que o montante aplicado em certificados ficou acima da fasquia dos 100 milhões de euros. Uma tendência explicada em grande parte pela elevada rendibilidade que está a ser oferecida por este produto: taxa bruta anual de 3,271% em Junho. Os depósitos pagam, em média, 1,82%.

 

Com estes 144 milhões, o IGCP elevou para 583 milhões o montante total captado através de certificados de aforro no acumulado do ano. Este valor supera já o montante captado nos 12 meses de 2013, ano em que os portugueses emprestaram 462 milhões de euros ao Estado através de certificados de aforro.

 fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/e

publicado por adm às 20:03

Maio 22 2014
O valor aplicado pelos portugueses em certificados de aforro atingiu no último mês um máximo desde Agosto. Entraram mais 116 milhões de euros, um pouco menos que os 181 milhões aplicados nos certificados do Tesouro.

Os certificados de aforro estão cada vez mais a assumirem-se como uma alternativa de investimento para as famílias portuguesas. A prova disso está na forte entrada de dinheiro nestes títulos desde o início deste ano, algo que voltou a acontecer em Abril, mês em que foram aplicados 116 milhões de euros.

 

Segundo a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), em Abril os portugueses investiram 174 milhões de euros em certificados de aforro. Ao mesmo tempo foram registados resgates de 58 milhões, o que se traduziu, ainda assim, num saldo positivo de 116 milhões.

 

O valor captado no mês de Abril foi o mais elevado desde Agosto, mantendo o ritmo de entrada de dinheiro nestes títulos acima da fasquia dos 100 milhões de euros registada nos primeiros meses deste ano. No acumulado, em 2014 o saldo está positivo em 439 milhões de euros.

 

O crescimento o valor investido pelas famílias portuguesas nestes certificados é explicado, tal como acontece nos do Tesouro, pela rendibilidade apresentada, bastante superior à dos depósitos da banca. Com a subida das Euribor, a taxa destes títulos tem vindo a crescer. Para as subscrições em Maio a taxa é de 3,281%, a mais alta desde 2010.

 

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

publicado por adm às 22:11

Dezembro 27 2011

Juro líquido dos certificados de aforro vai descer, no próximo mês, para o nível mais baixo desde Abril. Fica ligeiramente acima de 1%.

Os certificados de aforro vão pagar menos, a partir de Janeiro. A queda da Euribor vai fazer baixar o retorno deste produto, penalizado também pelo aumento da tributação dos rendimentos de capital de 21,5% para 25%. O juro líquido ficará, assim, ligeiramente acima da fasquia de 1%.

A taxa bruta anual, a aplicar em Janeiro, vai descer pelo segundo mês consecutivo. Passa dos 1,496% actualmente em vigor, até ao final da semana, para os 1,452%, no próximo mês, de acordo com cálculos do Negócios, tendo em conta a fórmula utilizada pelo IGCP.

O retorno bruto desce, reflectindo a evolução recente das taxas interbancárias, nomeadamente a Euribor a 3 meses que se fixou, ontem, nos 1,396%. Recuou pela quarta sessão, num movimento de ajuste à taxa directora do Banco Central Europeu que está, desde o início do mês, em 1%.

A queda da rendibilidade é acentuada, no entanto, pelo agravamento da carga fiscal sobre os rendimentos de capital, anunciada pelo Governo. O imposto aplicado aos depósitos a prazo, mas também aos certificados de aforro e do Tesouro vai ser revisto em alta, passando para 25%.

Assim, a taxa líquida a aplicar nos três meses seguintes à subscrição deste produto de poupança do Estado não vai ser de 1,14%, se fosse tributada a 21,5%, mas sim de 1,089%, com o imposto agravado. Este será o retorno líquido mais baixo desde Abril, de acordo com a informação compilada pelo IGCP.

O aumento da tributação é mais um factor negativo para os certificados de aforro, um produto que não tem conseguido concorrer com outras aplicação de poupança, nomeadamente os "tradicionais" depósitos a prazo. E isso tem levado à fuga de investidores.

Desde o início do ano já foram resgatados 3.820 milhões de euros deste produto, sendo que o Governo admite, no Orçamento do Estado, que o valor supere os 4.000 milhões no final deste ano. No total, os certificados de aforro perderam 68.662 investidores.

Cálculos realizados pelo Negócios apontam para que cada aforrador tenha retirado, em 2011, em média, 55 mil euros deste produto. Em sentido inverso, os certificados do Tesouro, que pagam uma taxa de juro máxima de 7,1%, atraíram 600 milhões de euros das poupanças dos portugueses, este ano. 

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/i

publicado por adm às 21:25

Dezembro 23 2011

Só apenas em Novembro, os portugueses retiraram 299 milhões de euros dos certificados de Aforro, a manter uma tendência que se verifica há já 32 meses consecutivos. 

Já o investimento neste produto foi de 27 milhões. Contas feitas, o saldo foi negativo em 272 milhões de euros no último mês, revela o Boletim Mensal do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP).

Desde o início do ano, já se perderam 3,8 mil milhões de euros. E o Governo prevê a saída de 4 mil milhões no cômputo do ano. Um resultado impulsionado pela baixa rentabilidade deste produto de poupança - quem subscrever hoje terá uma taxa de 1,496% nos próximos três meses. 

Em contrapartida, o investimento em certificados do Tesouro aumentou, mas apenas em 14 milhões de euros. Foram investidos 34 milhões de euros e resgatados 20 milhões. 

Desde o início do ano, este tipo de produto conseguiu arrecadr apenas mais 608 milhões de euros, não conseguindo, assim, compensar a perda verificada com a fuga nos certificados de Aforro.

Entre estes dois instrumentos, os investidores privados retiraram dos cofres do Estado, entre o final de 2010 e o final de Novembro, 3.212 milhões de euros das suas poupanças.

Em larga vantagem estão os depósitos a prazo. A banca está a praticar uma taxa de juro média acima dos 4,5%.

Conta do Estado, o saldo da dívida directa caiu 1,2% em Novembro, face ao mês anterior, cifrando-se em 174,69 mil milhões de euros, revela o IGCP. Uma redução que se «deveu essencialmente à amortização de Bilhetes do Tesouro», no montante de 3,96 mil milhões de euros.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 22:26

Dezembro 20 2011

Entre Janeiro e Outubro deste ano, as famílias portuguesas retiraram dos certificados de aforro 3864 milhões de euros, o equivalente a uma média de 12,7 milhões de euros resgatados por dia. Pelo contrário, os depósitos continuam a aumentar, apesar do menor rendimento disponível.

Segundo o boletim do Instituto de Gestão do Crédito Público (IGCP), o ritmo de saída de dinheiro dos certificados de aforro é 12 vezes superior à entrada de novas aplicações. Nos primeiros dez meses, foram investidos 316 milhões de euros neste produto de poupança. Aliás, em Outubro, a emissão de novos títulos totalizou apenas 30 milhões de euros, ao passo que as amortizações atingiram os 322 milhões.

Os baixos juros pagos pelos certificados de aforro têm levado muitos investidores a resgatar as verbas aplicadas. Em Dezembro, a remuneração bruta da aplicação correspondia a 1,46%, segundo o IGCP.

Com a crescente escassez de liquidez no sistema financeiro, os bancos voltaram às origens, com os juros dos depósitos a prazo a aumentarem mês após mês. Os números do Banco de Portugal mostram que, em Outubro, os juros oferecidos nos novos depósitos atingia os 4,5%.

A atractividade desta poupança tem levado muitas famílias a aplicarem mais verbas nos bancos. Num único mês, Outubro, a subscrição de novos depósitos totalizou os 11,7 mil milhões de euros. É preciso recuar a Julho de 2008 para encontrar um montante tão alto. No total, os bancos têm 128,3 mil milhões de euros de clientes particulares. Também os certificados do tesouro estão a absorver as verbas retiradas dos certificados de aforro. Até Outubro, as subscrições atingiram os 910 milhões de euros.

RESGATES DE DÍVIDA IGUALAM AS SUBSCRIÇÕES

As dificuldades das famílias em poupar começam a transparecer nos números. Depois de em Setembro os depósitos terem registado a primeira quebra em três meses, os certificados do tesouro – afectos à dívida pública portuguesa – também se ressentem. Em Outubro, os resgates – 31 milhões – anularam por completo as novas subscrições, no mesmo valor.

Apesar disso, de Janeiro até agora, o saldo é positivo já que a emissão de novos títulos totalizou os 910 milhões de euros e os reembolsos ascenderam a 318 milhões. Os receios em relação ao pagamento da dívida soberana que surgem no seio europeu podem estar a penalizar este instrumento de poupança.

fonte:http://www.cmjornal.xl.pt/


publicado por adm às 00:08

Tudo sobre os Certificados de Aforro aqui
pesquisar
 
links